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Acusadas são investigadas no Cremepe

Três médicas pernambucanas são acusadas de fazerem parte do grupo formado por profissionais de saúde e empresários brasileiros acusados de terem envolvimento com a compra e venda de botox clandestino. O esquema ficou conhecido como Máfia do Botox. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) já havia aberto sindicância para apurar o caso, mas somente hoje (31.07) os nomes foram revelados pelos jornais Diario de Pernambuco e Jornal do Commercio.

Em abril deste ano, a Polícia Federal em Pernambuco indicou 55 pessoas envolvidas na Máfia, com a acusação da aquisição de toxina botulínica, ou botox, ilegais ou falsificados, vendidos a baixo custo. A polícia também investiga se essa toxina tinha licença da Vigilância Sanitária. Outra acusação é que o botox clandestino era trazido por empresários e misturado à produtos ilícitos antes de serem usados nos pacientes.

As acusadas são a dermatologista Consuelo Arruda, a cirugiã plástica Tatiana Martins Caloi e a médica Rosana Sáude Aquino. Se forem confirmadas as acusações elas devem responder por falsificação, adulteração e comercialização de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de formação de quadrilha e indução do consumidor ao erro. A Polícia Federal ainda concluiu que os médicos sabiam que as fórmulas eram proibidas.

O Cremepe esclarece que não divulga nomes de médicos envolvidos em processo de sindicância, entretanto, como os nomes foram divulgados pela imprensa, esse sigilo não poderia ser mantido.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe.