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MHuD se solidariza aos Guaranis-Kaiowá

O Movimento Humanos Direitos(MHuD) divulga manifesto de solidariedade aos Guaranis-Kaiowás.

O caso, repercurtido nacionalmente, trata da ordem expedida pela Justiça Federal determinando a saída de cerca de 30 famílias da etnia Guarani Kaiowá da aldeia Passo Piraju, onde viviam há dez anos em Porto Cambira, em Mato Grosso do Sul. A região é disputada por índios e fazendeiros. Em 2002, acordo mediado pelo Ministério Público Federal (MPF) em Dourados destinou 40 hectares da fazenda para a etnia. Porém, o proprietário da área recorreu à Justiça.

Leia o manifesto na íntegra:

Manifesto de solidariedade do MHUD aos Guaranis-Kaiowás

A nação brasileira assiste atônita e perplexa o anúncio do suicídio coletivo dos Índios Guaranis Kaiowás, declarado pelos mesmos em sua carta denúncia à Presidenta da República, solicitando serem enterrados coletivamente junto aos seus antepassados.

Os Guaranis, são os legítimos donos de Pindorama ou, como denominamos, do Brasil.

A nação brasileira não é constituída apenas pelo território e pelo povo que nele habita. A constituição de uma nação é expressa também pelos símbolos, bandeira, hino, mas, sobretudo, pelo conjunto de valores e princípios de seu povo.

Nossa nação recusa-se a aceitar essa ignomínia imposta como realidade cruel.

Quase mil índios, em sua maioria entre 12 e 20 anos, se suicidaram nos últimos anos por não terem meios de sobreviverem de forma digna, alimentando-se uma vez por dia e vivendo como mendigos, como eles mesmos informam.

Exigimos que todos os poderes constituídos – Executivo, Judiciário e Legislativo – respeitem o direito das nações indígenas e protejam seus direitos consagrados constitucionalmente.

É direito do índio ter sua terra demarcada, preservando o espaço para manutenção, inclusive, de sua cultura, patrimônio imaterial da humanidade.

Da Assessoria de Comunicação do Cremepe