As medidas emergenciais tomadas pelo Governo para sanar os problemas encontrados no Hospital Osvaldo Cruz são o resultado de um processo de acompanhamento e cobrança por parte do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco e demais órgãos que se envolveram no processo.
Antes mesmo de receber o apoio de demais entidades, o Cremepe já vinha notificando o hospital através de visitas fiscalizatórias que apontavam as inadequações no número de funcionários e as más condições estruturais da unidade. Algumas dessas exigências foram atendidas, como a melhor adequação dos blocos cirúrgicos, desmembramento da sala de recuperação e UTI, retirada de comércio do espaço físico da unidade, e o impedimento do recebimento de novos pacientes no setor de Cabeça e Pescoço em função da falta de estrutura. No entanto, problemas de inadequação do número de funcionários e de estrutura ainda seguiram sendo encontrados.
No dia 30 de agosto de 2012 o Conselho convidou várias entidades, entre elas o Ministério Público do Trabalho e Emprego, Conselhos Regionais de saúde do estado, Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) e Vigilância Sanitária do Recife, os quais passaram a fazer parte do Grupo Interinstitucional de Saúde, coordenado pelo Procurador da Justiça do Trabalho, Marcos Miranda, para reunir esforços na busca de soluções. Naquela oportunidade a situação precária da unidade foi discutida e a decisão de interditar alguns setores foi tomada. A grave situação nas instalações, edificações, condições de segurança de trabalho e saneamento culminaram na interdição de áreas de apoio como lavanderia, depósitos e almoxerifados.
Várias reuniões se seguiram com a presença do diretor médico do Huoc e médicos da instituição, resultando no envio de inúmeros ofícios à diretoria do Hospital e à Secretaria de Ciência e Tecnologia.
No dia 30 de outubro deste ano, no Ministério Público do Trabalho, o Cremepe e entidades vinculadas ao Grupo Interinstitucional de Saúde, se reuniram com o vice-reitor da UPE, Rivaldo Mendes e o Secretário de Ciência e Tecnologia, Marcelino Granja. No encontro, o secretário se comprometeu em tomar providências na resolução das prioridades elencadas pelo grupo.
Um prazo de 30 dias foi estipulado, portanto as medidas emergenciais anunciadas recentemente pelo secretário estão sendo tomadas dentro do prazo estipulado pelo Cremepe e entidades que compõem o grupo.
Uma nova reunião entre o Grupo Interinstitucional de Saúde e a Secretaria de Ciência e Tecnologia acontecerá no dia 05 de dezembro.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe







