O Secretário de Saúde de Pernambuco (SES), Iran Costa Júnior, recebeu na tarde desta quinta-feira (12/02) na sede da secretaria, bairro do Bongi, as entidades médicas e as diretorias das maternidades do estado. O objetivo do encontro foi a apresentação das estratégias de curto, médio e longo prazo para a assistência materno infantil em Pernambuco.
Na oportunidade o secretário reuniu o Conselho de Medicina (Cremepe), Sindicato dos médicos (Simepe), Conselho de Enfermagem (Corem) e todos os gestores das maternidades da região Metropolitana do Recife e interior. A discussão esteve voltada a intensificação da crise que as gestantes enfrentam na hora de parir. Não há um pré-natal adequado, faltam leitos e quando as pacientes são transferidas de unidade, iniciam uma verdadeira peregrinação em busca de vaga. Situação que muitas vezes transforma o parto de baixo risco em alto, colocando em risco a vida da paciente e seu filho.
Uma das propostas do gestor é que um percentual dos recursos da saúde seja destinado especificamente para a assistência materna. A apresentação das estratégias ficou por conta da secretária executiva da secretaria, Cristina Mota. Entre as propostas estava o monitoramento da regulação, acompanhamento das escalas médicas, o monitoramento da procedência dos pacientes. A ideia do secretário é montar um comitê com algumas representações para fazer o monitoramento periódico.
O presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo, questionou a gestão o número de atendimentos no pré e pós parto, tempo de abrangência do pré-natal. “Precisamos dimensionar este problema. A identificação destes dados são necessários para fazermos o planejamento de estratégias” explicou. Na sequencia, o presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues, fez um panorama das denúncias que tem recebido na entidade. “No meu entendimento os profissionais estão trocando o setor público pelo privado. Hoje o Conselho tem uma resolução da restrição do atendimento que deveria ser uma recomendação e virou uma regra por conta das condições de trabalho”.
O Cremepe defende que seja feito um dimensionamento a partir do número de atendimento ético adequado àquelas gestantes. “ Tem que existir uma política urgente para a assistência materna em determinadas regiões. Os consórcios devem funcionar bem, claramente e deve existir o concurso público para os profissionais”, finalizou Rodrigues.
Da Assessoria de Comunicação do Cremepe







