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Casos de dengue diminuem

A parceria entre o Exército e Secretaria de Saúde do Recife o combate à dengue começou a surtir efeito. Desde o início do ano, mais de mil casos eram notificados a cada semana, chegando a quase 2 mil. Na última semana, o boletim divulgado apontou 871 notificações e 516 confirmações. A presença dos militares nas ruas foi apontada pela Secretaria de Saúde do Recife como um dos fatores de freio da epidemia da doença, uma vez que eles incrementaram o trabalho dos agentes de vigilância – que hoje são cerca de 900 – na eliminação de focos do aedes aegypti. A redução nos registros levou a prefeitura e o comando Militar do Nordeste (CMNE) a prorrogarem a parceria até o próximo dia 30 e negociarem para que se estenda o segundo semestre.

Os 150 militares que estão as ruas desde o dia 18 de aio deveriam voltar para os quarteis ontem. No entanto, permanecerão em campo na campanha contra o mosquito transmissor da doença. Segundo a secretária executiva Cristiane Penaforte, a curva ascendente da dengue vem ficando menor. “No começo do no tivemos uma subida grane nos casos e notificações. gora, estamos estabilizando. credito que seja o começo do controle do surto. Isso é fruto de vários esforços como os plantões da vigilância nos fins de semana, da presença do Exército e da notificação dos imóveis em que o agente não conseguia entrar”, comentou.

O aumento em uma semana foi considerado pequeno diante de outros períodos, quando em uma semana o incremento superou mil em ambos os casos. O Recife tem hoje oito mortes suspeitas pela enfermidade, com dois óbitos já confirmados. Em 2014, no mesmo período foram três mortes confirmadas. De acordo com a atual distribuição de casos por bairro, 37,3% das notificações estão concentradas em dez localidades: Cohab (829 casos), Ibura (586), Boa Viagem (500), Água Fria (484), Imbiribeira (469), Iputinga (459), Várzea (455), Areias (443), Casa Amarela (423) e Santo Amaro (373). São nesses bairros que a atuação dos militares tem sido mais incisiva.

A Imbiribeira esteve, ontem, no alvo de um dos grupos de praças. Os militares encontraram em um terreno, com 12 casas, vários focos de dengue. No espaço mora dona Alzira Oliveira, 76 anos, que por sorte ainda não ficou doente já que vários criadouros do mosquito foram encontrados. Havia larva até mesmo nas vasilhas de água do cachorro e das galinhas. Na casa de Gabriela Kelle, 20, a situação não foi diferente. Lá uma bacia sanitária quebrada servia de foco.

Os militares contaram que durante este mês nem todos os moradores quiseram abrir as portas das casas para a fiscalização. “Enfrentamos algumas recusas por medo da população. Algumas pessoas chegam a pedir nossa identificação pessoal”, comentou o sargento Natan Passos.