Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Aos 74 anos, Dr. Chicão disputa vaga na APL

Médico e poeta recifense é um dos candidatos a ocupar vaga deixada pelo ex-deputado Antônio Corrêa de Oliveira

Candidato para ocupar a cadeira 17 da Academia Pernambucana de Letras (APL), que ficou vaga desde que o ex-deputado Antônio Corrêa de Oliveira morreu, o médico e poeta recifense Francisco José Trindade Barretto (ou Chicão, como é conhecido) deve lançar, ainda este ano, o primeiro livro de ensaios da carreira de escritor. Autor de Construção do dia (1980), Liberdaede, vide versos (1988) e A casa e o mundo (2013) – todos de poesia – está concluindo a obra Doença e destino, sobre como a enfermidade pode mudar a vida de uma pessoa.

A votação para definir quem vai ocupar a cadeira 17 da APL deve acontecer no dia 27 de julho. “Não me achava capaz de ocupar uma cadeira na Academia. No entanto, muitos amigos insistiram para que eu me candidatasse a uma vaga. Recebi três convites consecutivos e, dessa vez, decidi aceitar”, revela.

A cadeira era ocupada pelo ex-deputado estadual Antônio Corrêa de Oliveira Andrade Filho. Natural de Goiana, Mata Norte do estado, Corrêa tinha 87 anos e morreu de infecção respiratória em abril deste ano. Entre as obras publicadas por ele, estão Falas da Província (1972), Escravos, Abolição, Goiana (1978) e João Alfredo (1986).

Aos 74 anos, Chicão dedica mais horas dos seus dias ao ofício de escrever que há uma década. Entre a segunda obra, de 1988, e a última lançada, em 2013, passaram-se 25 anos. “Eu achava que as atividades como médico e como escritor eram antagônicas e que fazer poesias atrapalhava em minha primeira profissão. Hoje, vejo que elas, na verdade, se completam”, conta. “A arte é uma forma muito pessoal de criar caminhos para solucionar problemas. É uma maneira de tomar consciência do mundo”, completa Francisco José.

Duas fases
O médico poeta avalia sua obra em duas fases. A primeira, mais intimista, onde ele revelava seu olhar sobre aspectos simples e sentimentais da vida. Num outro momento, o escritor vê a própria obra como mais social, filosófica e política.