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Residência tem novo currículo

Foto: André Nery/JC Imagem

Foto: André Nery/JC Imagem

Com a revolução no padrão da saúde infantil, a desnutrição e as doenças infecciosas foram vencidas e deram espaço à doença cardiovascular, que se origina na infância. Diante desse cenário, o pediatra precisou renovar o seu papel para dar um salto de qualidade no trabalho de assistência infantojuvenil. “Não resolvemos apenas uma queixa pontual, como febre e tosse. Tudo o que fazemos hoje pela criança tem sempre impacto a longo prazo”, diz o pediatra João Guilherme Alves, diretor de Ensino do Imip.

Essa nova realidade, que exige do especialista cuidar da criança com ações que podem ter repercussão para toda a vida, fez nascer o Consórcio Global de Educação Pediátrica (GPEC, sigla em inglês), formado por instituições que representam mais de 50 países. “A partir dessa aliança, ficou definida a ampliação e atualização do conteúdo da formação em pediatria. Todas as residências, até 2017, deverão durar três anos, e não mais dois. Cinco serviços já começam em 2014 o novo programa. O Imip é um deles”, informa o coordenador-geral das residências da instituição, Eduardo Jorge da Fonseca Lima.

Ele explica que, com a ampliação do currículo, 30% da carga horária do segundo ano da residência passam a ser destinados à adolescência. “A faixa etária até os 19 anos fica sob nossos cuidados. Por isso, precisamos nos especializar cada vez mais”, acrescenta Eduardo Jorge. E mais: no novo currículo, a saúde mental será conteúdo obrigatório. “Passamos a lidar, cada vez mais, com doenças de forte carga emocional. Então, precisamos nos aprofundar para cuidar melhor das nossas crianças e oferecer a elas uma melhor qualidade de vida.”

As doenças crônicas não transmissíveis (como obesidade, hipertensão e diabetes), que se tornaram comuns nas rodas de conversas dos pediatras, são incluídas na nova formação. “São problemas de saúde que devem ser prevenidos na infância”, diz João Guilherme. Até mesmo os benefícios do aleitamento materno passam a ser vistos a longo prazo. “Não queremos que o bebê mame só para evitar desnutrição e diarreia, mas também para afastar riscos de ter diabetes e outras doenças crônicas”, conclui o médico.