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Simples como amar

No Dia Internacional do Orgulho LGBT, jornalista que acompanha companheiro em hospital há 5 meses dá uma lição de amor

Dezessete anos de relacionamento. A história de amor que todo mundo procura. Num dia o casal se conhece. Uma semana depois vai morar junto e nunca mais se separa. Passa a dividir tudo, não só o teto. Uma vida construída lado a lado com o que há nela, tristezas, alegrias, viagens, trabalho, família, amigos. Planos de envelhecer juntos.

Protagonistas desse enredo, o vendedor Cristiano Santos, 40, e o jornalista Miguel Rios, 47, precisaram ajustar seus planos há cinco meses. Cristiano foi internado com o que, achava-se, seria dengue. Em 12 de janeiro descobriu que era uma infecção e foi levado à UTI, de onde o casal não saiu mais – Cristiano internado e Miguel, que diariamente encaixa sua vida aos horários do hospital. Nunca os votos de dividir tudo foram tão sólidos.

Cristiano foi diagnosticado com Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que faz os anticorpos destruírem a mielina dos nervos. O paciente começa a perder a força nos membros. Algo que mudou a vida dos dois, mas não o compromisso entre eles. “Do jeito que ele estiver tenho que aprender a me relacionar com ele. Não é fácil, mas é o que me move”, relatou Miguel.

Hoje, Dia Internacional do Orgulho LGBT, uma história como a deles reforça que o amor entre humanos é mais forte do que qualquer convenção. “Dizem que queremos privilégios. Como? Privilégio é só para o hétero ter o direito de se casar, adotar crianças. O que a gente quer é ser igual, porque a gente tem a vida igual, trabalha, paga impostos, come, namora, faz tudo que o resto da sociedade faz”, comentou Miguel sobre a data.

História
O Dia do Orgulho LGBT foi instituído em 28 de junho de 1969, por causa da chamada Rebelião de Stonewall. Entre os anos de 1967 e 1969, o Stonewall Inn era um bar que ficava na Rua Christopher, no centro da zona gay de Nova York. Na noite de 28 de junho de 1969, a polícia invadiu o bar, como já tinha acontecido outras vezes, alegando vistoria da venda de álcool. Gays eram considerados “doentes” e não podiam consumir bebidas alcoólicas. Naquela noite, o público se revoltou confrontou os policiais. O motim deu origem a violentos protestos na rua. Na sexta-feira, os EUA aprovaram o casamento gay em todos os estados.