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Insônia: mais remédios, menos sono

PAULA MEIRA*

Costumo me inspirar na frase da médica e enfermeira britânica Cicely Sounders: “O sofrimento humano só é intolerável quando ninguém cuida”. Acredito também que, assim como conta Saint-Exupery no seu famoso livro O Pequeno Príncipe, ‘Somos, sim, eternamente responsáveis por aquilo que cativamos”.

O fato é que vivemos uma realidade marcada pela quase total ausência de tempo para realizarmos nossas atividades cotidianas, que crescem diariamente. E, nesse compasso de ‘Coelho Branco do País das Maravilhas’, sempre com pressa, não é de se estranhar que, no entanto, não tenhamos tempo para uma das nossas necessidades mais básicas: dormir.

A verdade é que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgados em 2014 comprovam que mais de 40% dos brasileiros têm dificuldade de deitar e conseguir dormir de 6 a 8 horas consecutivas. Um número assustador, sem falar que além desse montante sofrer com distúrbios como bruxismo (ranger de dentes durante o sono), insônia, ronco e apneia -interrupção da respiração alguns momentos enquanto a pessoa dorme – ,a estimativa é de que 30% a 40% dos indivíduos terão algum desses problemas no futuro.

Definir um ritual para o sono é passo fundamental para findar problemas como a insônia, que faz muitos de nós recorrermos ao falso milagre dos medicamentos para dormir. Nesse sentido, desenvolvemos o programa Durma Bem na Interne Soluções em Saúde, focado em diagnosticar problemas relacionados ao sono, entre os quais, a apneia – que consiste na interrupção da respiração durante o sono – , detectada por meio de exame de polissonografia.

É lamentável que muitos de nós (um em cada quatorze homens e uma em cada dez mulheres) precisem atualmente utilizar medicamentos para dormir. Uma questão que poderia ser mais facilmente solucionada com a adesão de hábitos, como a prática de exercícios físicos regulares e alimentação equilibrada, que além de regularem nosso relógio biológico, nos livram da dependência causada por aquelas drogas.