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A despedida a Tota Figueira

Amigos, representantes da classe médica, alunos e autoridades se despediram ontem do mastologista Antônio Figueira, conhecido como Tota Figueira. O corpo foi cremado ontem no cemitério Morada da Paz. Um dos mais importantes especialistas do país na sua área, Tota foi homenageado, no Imip, em missa celebrada pelo arcebispo dom Fernando Saburido, amigo pessoal do médico.

A trajetória de Tota na medicina e sua forma humana de atuação foram lembradas. O arcebispo lamentou a perda para a comunidade acadêmica e científica. “Ele tinha minha idade. Era um jovem para a época de hoje. Deveria viver ainda muito mais para continuar com sua forma humana de fazer medicina”, afirmou dom Saburido.

Após ser velado na capela do Imip, o corpo foi levado à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, em Santo Amaro, de onde Tota era diretor. Antônio também lecionou na UFPE. Tota integrava a Academia Pernambucana de Medicina e já havia presidido a Sociedade Internacional de Mastologia, além de ter criado a Associação Pernambucana dos Amigos do Peito.

Especialista pela Universidade de Oxford, era exemplo de conhecimento e atenção aos pacientes. “Ele não era um médico. Era muito mais um amigo, um irmão”, comentou o primo e secretário da Casa Civil de Pernambuco, Antônio Figueira.

Tota faleceu na segunda-feira vítima de infecção generalizada. Ele estava internado no Hospital Memorial São José, no Centro do Recife. Viúvo, Tota deixou quatro filhos e quatro netos.