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Ciência em saúde

Sinval Pinto Brandão Filho

Os anos 1950 foram marcados por transformações políticas importantes que envolveram fortemente a sociedade brasileira. No início da década, em 2 de setembro de 1950, a mobilização de um grupo de médicos idealistas – que sonhavam com uma instituição voltada para o estudo de doenças endêmicas que assolavam Pernambuco e o Nordeste – levou a criação do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), vinculado então Ministério da Educação e Saúde. Criado para enfrentar problemas de saúde pública – parasitoses como esquistossomose e outras helmintíases – , o instituto consolidou sua vocação no estudo dos mecanismos envolvidos na relação parasito-hospedeiro, implantando laboratórios sob a liderança de Frederico Simões Barbosa, e contribuindo no enfrentamento dos ciclos de transmissão.

Seguindo nesta trajetória, em meados dos anos 1960 o CPqAM estabeleceu de forma pioneira um laboratório de campo em Exu, para estudar focos de peste no sertão nordestino, em colaboração com o Instituto Pasteur, que passou logo em seguida a ser referência nacional e internacional nos estudos desta zoonose. Em 1970 o CPqAM se integrou à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), período que abre nova transformação na missão de fortalecer a presença nacional da Fiocruz e seu papel estratégico como instituição de pesquisa e na consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nesta nova etapa de sua trajetória, a Fiocruz amplia o leque de sua atuação na geração de conhecimento em saúde, inovação tecnológica na produção de vacinas, imunobiológicos, fármacos e na formação de recursos humanos. Hoje a Fiocruz mantém sua posição de principal instituição em ciência e tecnologia em saúde América Latina. A importância de sua atuação foi consolidada ao longo dos anos pela relação multidisciplinar na produção de conhecimento, tecnologia e formação de recursos humanos para a saúde da população. Com efeito, a Fiocruz Pernambuco constitui a unidade regional com a mais ampla atuação, com pesquisa, laboratórios de referência, pós-graduação stricto sensu e cursos lato sensu, formando assim novas gerações de pesquisadores e capacitando recursos humanos para a gestão dos serviços de saúde, com a complexidade e a diversidade que envolvem as abordagens desenvolvidas no enfrentamento de importantes desafios de saúde do País.