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Um funeral para paciente vivo

Familiares de uma idosa que teria sido dada como morta pelo serviço social do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, querem reparação pelo erro e ameaçam entrar na Justiça. Moradora do município de Ferreiros, na Zona da Mata pernambucana, Josefa Canuto Martin, 65 anos, está internada na unidade desde o dia 4 de setembro para tratar um quadro de infecção pulmonar e a notícia de que teria morrido foi dada ao filho, o padre Djailson Canuto, 33, na última sexta-feira (11).

O sacerdote contou à imprensa que, em choque pela morte da mãe, mobilizou toda a família, inclusive seis irmãos que moram em outros Estados e compraram passagens aéreas para vir ao enterro. Amigos também foram comunicados e a notícia da morte foi replicada em 70 paróquias vizinhas a Ferreiros, onde um carro de som passava de cinco em cinco minutos divulgando a hora da missa de corpo presente.

Ele afirmou que providenciou a parte burocrática e chegou a comprar caixão e contratar o serviço funerário para transportar o corpo. Quando a funerária chegou ao necrotério não havia corpo. Djailson se dirigiu, então, ao serviço de Assistência Social, que teria lhe informado de um possível erro, pois a mãe dele estava viva, e pedido desculpas.

O padre disse que a notícia provocou um transtorno psicológico, apesar da alegria de a mãe estar viva.

“Estamos indignados com o procedimento do hospital, com essa notícia dada de forma errada que causou toda essa dimensão de transtornos na minha vida, de meus familiares e das pessoas que convivem comigo”, declarou o padre à TV Jornal. A assessoria jurídica da paróquia de Glória de Goitá, onde atua, está preparando a ação.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) lamentou o caso e disse que vai tomar providências para tentar esclarecer o ocorrido.