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Médicos residentes fazem protesto no Recife e paralisação por 24h

Os médicos residentes que atuam nos hospitais estaduais de Pernambuco paralisam suas atividades por 24h nesta quinta-feira (24) no Recife – só foram mantidos os serviços essenciais de oncologia, urgência e emergência. Eles também realizaram um protesto na área central da cidade nesta manhã para pedir melhores condições de trabalho nas unidades médicas. Os manifestantes explicam que faltam materiais básicos e medicamentos nos hospitais.

O ato começou por volta das 10h em frente ao Memorial de Medicina de Pernambuco, localizado no bairro do Derby, área central do Recife, na manhã desta quinta-feira (24). Depois, seguiu em passeata pela Avenida Agamenon Magalhães até o Hospital da Restauração. Os residentes deram um abraço coletivo no hospital para representar a solidariedade dos médicos em relação a saúde no Brasil. Por fim, irão até o Hemope para doação de sangue. “Vamos dar mais uma vez o sangue para o nosso povo”, explicou o residente Marcos Villander, que organiza o protesto.

Ao fim da manifestação, os residentes não voltarão aos hospitais. Villander explica que os atendimentos não serão paralisados, porque os médicos profissionais continuam trabalhando. No entanto, é possível que haja uma redução no número de pacientes atendidos. “Não deveria diminuir, mas é provável; porque nós ajudamos muito”, acredita. Nos hospitais, os residentes acompanham os médicos profissionais para concluírem a formação nas especialidades escolhidas.

Segundo a organização da manifestação, cerca de 300 residentes participam do ato. Eles atuam nos seguintes hospitas estaduais: Barão de Lucena, Otávio de Freitas, Getúlio Vargas, Miguel Arraes, Oswaldo Cruz, Cisam, Procape, Imip, Português, Fundação Altino Ventura, Insitituo de Olhos do Recife. “Temos residentes em quase todos os hospitais estaduais”, conta Villander.

O ato integra o Movimento Nacional pela Valorização Médica e também defende melhores condições no quadro estadual. De acordo com Villander, a categoria defende sobretudo a saúde. “O estopim para o movimento foi o corte anunciado pelo Governo Federal. Estão demitindo médicos, UPAS estão sendo fechadas e leitos dos hospitais Miguel Arraes, Getúlio Vargas e Barão de Lucena foram reduzidos”, afirmou.

Villander ainda reclamou da situação dos residentes no cenário estadual. “Faltam equipamentos básicos de proteção, estrutura física para o atendimento à população e ainda esses dez meses de carência do INSS. Quer dizer, um residente não pode nem ficar doente no primeiro ano que não receberá nada. Cadê o direito humano?”, completou.