Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

SES tem cinco dias para organizar pagamentos

O Estado tem um débito de R$ 1,7 milhão com a UPA da Caxangá relativo ao pagamento de procedimentos excedentes realizados em 2014. O montante deveria ter sido pago no primeiro semestre de 2015. Já neste ano, o valor de excedentes chega a R$ 741 mil. Fora isso, o repasse do custeio mensal para a unidade, que é de R$ 1,2 milhão, além de ter sido congelado, vem sendo atrasado mês a mês. O montante que deveria ter sido quitado em agosto, só foi pago na última segunda-feira, mesmo assim não foi integral. Essa foi a situação financeira descrita pela Organização Social (OS) Fundação Manoel da Silva Almeida – Maria Lucinda ao Ministério Público do Estado (MPPE), em audiência pública ontem. Diante do quadro o MPPE deu cinco dias para o Estado apresentar um cronograma de pagamento.

A reunião convocada pela promotora, Ivana Botelho, queria entender a crise na unidade, que motivou o pedido de demissão de 20 dos 56 médicos que compõem o quadro. A denúncia dos profissionais publicada pela Folha de Pernambuco, na última segunda-feira, apontava que a falta de insumos e o corte de profissionais tornaram o trabalho complicado. Por isso os profissionais preferiam se desligar para não ferir a ética médica. A direção da UPA confirmou que as dificuldades financeiras provocaram um desabastecimento e necessidade de readequação do quadro. Diante da mobilização dos profissionais, a gestão está equacionando o corte apenas de um médico diurno. “Eles já estão entrando em um acordo com os médicos e, provavelmente, será viabilizada essa redução menor de profissionais”, comentou a promotora. Diante disso, o presidente do Sindicato dos Médicos (Simepe), Mario Jorge, acredita ser possível um cancelamento dos pedidos de demissão nos próximos dias.

A promotora avaliou que a OS poder ter ficado de mãos atadas e entrou em crise. “Ficou uma situação realmente difícil para a UPA, que além do atraso dos repasses, não contou com o reajuste anual do contrato em média de 9%. Solicitei ao governo um cronograma de pagamentos da UPA, não só a da Caxangá, mas de todas. Até porque temos a informação que o atraso é geral”, disse. A SES informou que, em relação à UPA da Caxangá, os pagamentos referentes ao ano passado já foram quitados e, nesta semana, foi pactuado, com as OS, um cronograma de regularização dos repasses financeiros para todas as UPAs.