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Prevenção é maior arma contra infarto

Jefferson Santana, 42 anos, tinha a informação, mas não usou a mesma a seu favor. O resultado foi um infarto aos 33 anos. Na época, o publicitário abusou do sedentarismo, do cigarro, do álcool e da alimentação inadequada mesmo sabendo de outros casos de infarto na família. O melhor remédio para combater infartos, derrames e mortes súbitas, as chamadas doenças do coração, ainda são informação aliada à prevenção. Juntas, são capazes de salvar vidas. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia apontam que mais de 300 mil pessoas no Brasil morrem anualmente por complicações causadas por doenças do coração. Não há dados disponíveis por estado.

No Dia Mundial do coração, lembrado hoje, profissionais do Centro de Saúde Ermírio de Moraes – ligado à Prefeitura do Recife – e da Sociedade Brasileira de Cardiologia, estarão no Parque da Jaqueira para uma ação de alerta sobre as doenças cardiovasculares. Haverá distribuição de cartilhas e panfletos, aferição de pressão arterial, café da manhã e um aulão com a equipe da Academia da Cidade.

“Os grandes fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como a hipertensão e o colesterol alto, por exemplo, são assintomáticos. Inclusive a hipertensão é conhecida como assassina silenciosa, pois na maior parte das vezes o paciente não apresenta sintomas”, explica o médico Sílvio Paff. “Existe uma crendice popular que afirma que dor de cabeça é causada por pressão alta. Isso não é verdade. A dor de cabeça pode ter vários motivos, como estresse, problemas na visão e até tumor”, acrescentou.

A prevenção é simples, defendem os cardiologistas. Ter hábitos de vida saudável, como abolir o cigarro, cortar o açúcar em excesso, reduzir o sal, além de comer frutas, verduras e mais peixes que carne vermelha são um bom caminho. O exercício físico com a consulta anterior ao cardiologista também são essenciais. “As doenças cardiovasculares matam mais que acidentes automobilísticos”, compara Paff. Jefferson seguiu à risca os conselhos do seu médico. “Hoje me sinto mais disposto, acordo e durmo mais cedo, quase não uso álcool e pratico caminhada e surfe”, conta.

Apesar da situação alarmante, existe uma boa notícia. De um total de 11 fatores de risco para as doenças cardiovasculares, apenas três não podem ser controlados: a hereditariedade, a idade e o gênero masculino ou feminino. Todos os demais, incluindo tabagismo, colesterol alterado, hipertensão, sedentarimo, obesidade, entre outros podem ser corrigidos.