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Médica brasileira participa da maior convenção de saúde dos Estados Unidos

Principal associação de gestão de informações em saúde de todo o mundo, há 87 anos a AHIMA (American Health Information Management Association) realiza uma convenção anual que debate pioneiras iniciativas na área da saúde. Neste ano, o evento está sendo realizado de 26 a 30 de setembro, em Nova Orleans, Luisiana (EUA) e conta com uma palestrante brasileira. A médica Paula Daibert realiza uma apresentação sobre o DRG Brasil, metodologia de gestão em saúde para hospitais e financiadores do sistema de saúde (público e privado), que aumenta a produtividade hospitalar, resultando em oportunidade de melhoria de uso de recursos no sistema de saúde nacional. Na ocasião, a brasileira também apresenta o projeto de pesquisa mestrado, que avaliou o impacto das complicações associadas à internação hospitalar em três hospitais brasileiros no período de 2012 a 2014, utilizando a ferramenta DRG Brasil.

Coordenadora técnica da equipe de codificadores do DRG Brasil, Paula Deibert explica que essa sofisticada metodologia de compra de serviços, custo e gestão da qualidade hospitalar foi desenvolvida, com exclusividade, por um grupo de médicos PHD’s do IAG Saúde. “No Brasil há inúmeras oportunidades de melhoria de processos assistenciais para redução de problemas que determinam aumento desnecessário de custos. Melhorias nos processos podem proporcionar grandes resultados no âmbito da qualidade e da eficiência, proporcionando aumento da produtividade hospitalar, governança clínica efetiva e alta qualidade assistencial”, diz.

A ferramenta chamada DRG (diagnosis related groups ou grupos de diagnósticos relacionados) já é utilizada nos hospitais e operadoras de serviços de saúde de países da América do Norte, Europa Ocidental, África do Sul, Ásia e Oceania. Essa classificação, desenvolvida na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, nas décadas de 60 e 70, tem o objetivo de definir o produto hospitalar para fins de gerenciamento de custos e da qualidade assistencial-hospitalar. “Aqui no Brasil, tivemos o desafio de desenvolver a ferramenta levando em conta as características e especificidades do sistema de saúde e da codificação de doenças brasileiros, que é diferente do resto do mundo”, comenta.

Link da palestra da médica Paula Daibert na 87º Convenção Anual da AHIMA: https://ahima.confex.com/

Mais informações sobre o DRG Brasil

A tecnologia oferecida pelo DRG Brasil define em categorias os tratamentos hospitalares, a partir da combinação dos seguintes dados de pacientes: diagnósticos (principal e secundário), idade e procedimentos. Cada categoria do DRG Brasil agrupa pacientes clínicos ou cirúrgicos, que necessitam da mesma quantidade de recursos para a realização do tratamento hospitalar – materiais, medicamentos e diárias, bem como os resultados assistenciais esperados, incluindo mortalidade e complicações associadas ao tratamento. Com isso, é possível efetuar a adequação de custos e resultados assistenciais entregues pela organização hospitalar.

Além de poder ser utilizado em hospitais do SUS e da saúde suplementar, o DRG Brasil também oferece soluções às operadoras de planos de saúde, pois além de facilitar a verificação dos custos assistenciais, ele permite a avaliação da qualidade dos serviços prestados por hospitais,médicos e equipes multidisciplinares. Isso favorece a implantação de programas de melhoria dos resultados assistenciais, a redução de desperdícios e a otimização dos relacionamentos. Além disto, o DRG Brasil permite a mudança do modelo remuneratório para procedimentos gerenciados, com total segurança para operadoras e hospitais.

Sabe-se que um dos maiores desafios das organizações de assistência médico-hospitalar é o de implementar ações para reduzir a frequência de erros humanos e de falhas nos processos, e estabelecer formas de garantir a segurança assistencial. Pensando nisso, cada novo erro ou evento adverso relacionado à assistência é codificado no DRG Brasil, criando um banco de dados que relaciona as condições adquiridas à categoria do paciente acometido por estas complicações, propiciando a implantação de programas de gerenciamento de risco assistencial de alto impacto.