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Próteses de silicone suspensas

BRASÍLIA – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou temporariamente a Silimed do Brasil e determinou a suspensão do uso e a comercialização de todos os implantes de silicone produzidos pela empresa. A decisão foi tomada porque agentes de vigilância identificaram falhas de boas práticas de fabricação na fábrica, localizada no Rio. Amostras foram coletadas e serão enviadas para análise.

A Anvisa afirmou estar em curso uma avaliação de risco dos produtos e esclareceu que a interdição é cautelar. De acordo com a agência, não foram identificados os riscos à saúde em consequência do uso dos produtos para implante. Por isso, pessoas que se submeteram a implante com produto não precisam adotar nenhum tipo de procedimento.

A Silimed teve a suspensão temporária do Certificado de Conformidade Europeu (CE) recomendada pelo organismo certificador da Alemanha. Na Europa, a recomendação é a de que esses produtos não sejam implantados até a emissão de novas orientações. As fiscalizações identificaram a presença de partículas em superfícies de próteses mamária. Tais partículas são compostas do próprio material da prótese.

Em nota, a Silmed afirma estar tomando todas as medidas necessárias para corrigir e reverter a interdição na Europa e no Brasil . A empresa argumenta não haver especificações técnicas para as partículas em superfícies das próteses mamárias.

INDENIZAÇÃO

A 1ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) fixou em R$ 47 mil a indenização, por danos morais e materiais, a uma mulher vítima de erro médico durante cirurgia plástica. Segundo perícia anexada aos autos, ela foi submetida a dois procedimentos: um implante de próteses mamárias de silicone e uma correção na região ocular.

Informações divulgadas pelo site do TJ-SC apontam que a prótese de silicone foi rebaixada para a região do abdômen, “assumindo uma posição indesejável para o padrão de estética”. Os advogados do cirurgião afirmaram que a mudança ocorreu porque a pele da paciente seria flácida.

De acordo com a decisão judicial, o segundo procedimento, na região ocular, levou “ao afastamento das pálpebras dos globos oculares, ocasionando lacrimejamento constante”. Os advogados do médico alegaram que a paciente deixou de fazer as sessões de fisioterapia palpebral, necessárias para a total recuperação.