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Busca pela autoestima

Histórias de luta. Diários de superação. Relatos de mulheres que enfrentam e que enfrentaram o câncer de mama. AFolha de Pernambucoinicia hoje uma série que revela o íntimo dessas pacientes. Confidências que envolvem autoestima, vida familiar e afetiva. Narrações sobre as causas da doença, o diagnóstico e os direitos. Garantias que as mulheres com câncer de mama têm, mas desconhecem. A multiplicação dessas experiências funciona como remédio emocional para elas. A cada segunda-feira do Outubro Rosa nossas personagens vão abrir o coração para os leitores. Hoje, é a vez da funcionária pública Silvana Soares, 53 anos, que há três recebeu o diagnóstico de câncer na mama esquerda. A onda de amor, força e esperança tem norteado as ações da campanha “Outubro Rosa na Folha”, lançada pelo Grupo de Comunicação Folha de Pernambuco. A ideia é de incentivar a população a compartilhar histórias, imagens e registros que possam, de alguma forma, disseminar a solidariedade em prol da causa. Por meio das redes sociais, os internautas podem postar o conteúdo utilizando a hashtag #outubrorosanafolha

De uma mama perfeita, para um seio doente. Situação enfrentada pelas 57 mil brasileiras que descobrem o câncer de mama cada ano. Assim também foi com a funcionária pública Silvana Soares, 53. Há três nos ela percebeu a mama esquerda endurecida. Suspeitou que algo não estava bem. não estava. Após a confirmação da doença, começou a corrida contra o tempo em usca da cura. Um caminho cheio de obstáculos objetivos, mas principalmente, subjetivos. No caso dela, o resgate da vaidade diante de um tratamento que se prolonga até hoje, esmo após a retirada do seio e inúmeras sessões de quimioterapia.

“Hoje a minha dica é assumir a careca. A pessoa precisa encarar que isso é temporário. Acho lindo quem usa lenços, perucas, mas assumi minha careca desde o primeiro dia, pesar de gosta de uns chapéus”, contou Silana. Essa aceitação diante do novo “eu”, sem cabelos, sobrancelhas e cílios, provocados ela quimioterapia, não foi imediata. “Já horei muito olhando para o espelho. Precisei até de terapia para conseguir superar isso, as hoje, graças a Deus, superei. Hoje a minha terapia é o amor e o apoio da minha família e dos meus amigos, que vivem dizendo que sou linda. Minha afilhada Cecília e cobre de carinho”, contou.

Para a funcionária pública o maior desafio ue a doença lhe apresentou foi equilibrar a autoestima diante de todas as mudanças no corpo provocada pelo tratamento. Além da queda dos cabelos, enfrentou o ressecamento da pele, a perda das unhas e de peso. Contudo nada se comparou a mastectomia radical. “Você fica mutilada. Eu tinha um peito muito bonito, até s médicos diziam isso. Adorava usar uns decotes. E, de repente, o perdi. Foi extremamente difícil. Ainda é. É cruel. Muitas coisas passaram ela minha cabeça. Até mesmo que meu marido ia me deixar por isso”, confidenciou.

EVOLUÇÃO

Não foi só a aparência de Silvana que mudou. Não era apenas uma nova imagemque la via de si mesmo. Interiormente, também houve uma revolução. “Mudou tudo. Sempre fui muito vaidosa. Era consumista. O câncer faz a gente perceber que nada disso tem tanta importância”. A paciente que já era temente a Deus teve a fé duplicada. E acredita ter vivenciado uma evolução emocional. O mantra agora é a valorização da vida, do amor e da caridade. Na história de vida que envolveu a incredulidade diante do diagnóstico, a perseverança para o tratamento e a fé na cura, Silvana faz um alerta para a prevenção: “A gente sempre pensa que não vai acontecer com a gente. Mas olhe para mim!”.

VOLTA DA DOENÇA

Depois de finalizar a quimioterapia e fazer a retirada do seio, o próximo passo seria a reconstrução da mama. “Omédico disse que ia esperar uns dois anos para fazer a cirurgia plástica. Isso era para acontecer agora em julho. Cheguei a procurar o cirurgião para colocar a prótese, mas ele pediu novos exames que apontaram lesões no fígado e ossos. O câncer tinha voltado. Não poderia mais fazer a reconstrução”, relembrou. Essa nova fase de tratamento não tem data para acabar.