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Todos contra o câncer de mama

O Sistema Jornal do Commercio de Comunicação se integra à campanha nacional de conscientização e prevenção do câncer de mama, batizada de Outubro Rosa. Desde domingo, o JC publica matérias especiais, a fim de divulgar a importância dos exames preventivos para reduzir a incidência da doença no Brasil. A adesão dos leitores, que se juntaram à iniciativa e tiraram fotos com a sobrecapa do JC de domingo, usando a hashtag #Temqueterpeito para multiplicar a repercussão nas redes sociais, foi uma mostra da disposição para alertar a respeito dos riscos desse tipo de câncer.

Mais de 57 mil novos casos devem ser registrados no País apenas em 2015, e quanto mais cedo forem diagnosticados, melhores as chances de cura. Os médicos e as pesquisas confirmam: a descoberta precoce do problema, através de mamografias, ultrassonografias e do autoexame, é o melhor remédio para o combate do câncer de mama. Dados do Ministério da Saúde dão conta de que mais de dois terços da mulheres brasileiras desconhecem a mamografia – daí a relevância e a urgência de uma campanha de grande alcance como o Outubro Rosa.

Outra maneira de prevenir a doença é o rastreamento genético, como fez há alguns anos a atriz Angelina Jolie, que chegou a realizar a retirada preventiva das mamas em virtude do resultado do exame. O exame genético pode identificar uma mutação que aumenta a probabilidade de câncer de mama e de ovário, exigindo o acompanhamento intensivo. E também é aconselhável para as mulheres que já tiveram câncer em uma das mamas. Quando existe a incidência anterior na família, os médicos recomendam que sejam feitos exames preventivos regulares a partir de uma década antes da idade em que o parente revelou a doença. Entre esses exames está a ressonância magnética, além dos já referidos, ressaltando-se que a mamografia só é eficiente após os 40 anos.

Vale repetir o tamanho desse drama: o câncer de mama é a maior causa da morte precoce de mulheres no mundo. O engajamento do SJCC na campanha do Outubro Rosa é uma forma de buscar a maior participação da sociedade no enfrentamento da doença, que requer, para que seja compreendida a necessidade de prevenção, a disseminação da informação e do conhecimento científico. A abordagem pública e sem rodeios deve passar por cima de tabus e estimular a conversa dentro de casa, nos ambientes de trabalho e lazer, gerando atitude que transforme a conscientização na ação preventiva.

O movimento Outubro Rosa surgiu na década de 1990 nos Estados Unidos e tem se espalhado por diversos países desde então. Este ano, a campanha se intensificou no Brasil, como foi visto no último domingo. Acreditamos que a campanha é do interesse de toda a população, e os pernambucanos precisam, também, ser informados e incentivados a entrar na luta contra o câncer de mama.