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Para elas, todo amor, carinho e cuidado

Instituições que tratam da saúde dos pequenos sentem os efeitos da crise econômica e precisam cada vez mais de doações e ajuda de voluntários

A crise econômica que tem encolhido o orçamento dos brasileiros começou a afetar a solidariedade. Instituições historicamente conhecidas pelo trabalho com crianças e que dependem parcial ou totalmente da ajuda do próximo estão sentindo o recuo nos donativos há alguns meses. Como tradicionalmente acontece, elas aproveitam o Dia das Crianças, celebrado no 12 de outubro para recolher brinquedos. Mas, este ano vão usar a data para reforçar os pedidos de doações e salientar a importância delas. Há três décadas auxiliando o tratamento dos pequenos com câncer no Recife, o Núcleo de Apoio à Criança com Câncer (NACC) é um dos que estão sendo impactados pela crise. O aniversário de 30 anos da instituição é no próximo dia 21, mas a comemoração deve ser enxuta para evitar despesas.

De acordo com o vice-presidente da entidade, Hélio Monteiro, as contribuições em forma de recursos financeiros caíram 30% de maio deste ano até outubro. A instituição conta com as doações para pagar água, luz, telefone e cerca de 100 funcionários. São profissionais de telemarketing, setor administrativo, cozinha e equipe de saúde (fonoaudiólogos, fisioterapeutas, odontólogos, terapeutas ocupacionais). Outras 80 pessoas trabalham diariamente na entidade como voluntárias. Mais de mil crianças de 0 a 12 anos e cerca de 2, 6 mil adolescentes de 15 a 19 anos estão cadastrados no NACC.

Com a diminuição dos donativos, foi preciso buscar novas alternativas de arrecadação. No início de setembro, o NAAC aderiu ao virtual para colher recursos. A instituição lançou uma campanha de crowdfunding, também conhecida como financiamento coletivo. Dessa forma, pessoas de todo o Brasil podem ajudar. A meta é atingir R$ 250 mil que devem ser usados na compra de móveis para quatro espaços: auditório, brinquedoteca, sala de aula e terapia ocupacional, todas na sede do núcleo, na Rua do Futuro, bairro dos Aflitos. Em pouco mais de um mês, só foram doados R$ 859,00. A campanha fica no ar até 1° de novembro. “As doações de alimentos continuam chegando, porque temos parceria com muitas escolas. A dificuldade é na doação financeira. Lutamos para não afetar os trabalhos com as crianças”, afirmou Hélio Monteiro.