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Farmácias de alto custo

A tragédia das farmácias de alto custo serve de prova incontestável para dito antes usado jocosamente: o ruim pode piorar. A saúde serve de exemplo. Tornou-se lugar-comum dizer que o setor está na UTI. As imagens veiculadas pela mídia mostram cenas inaceitáveis pelas consciências civilizadas do país.

Elas retratam cenário que provoca constrangimento e indignação. Adultos e crianças que buscam socorro não encontram resposta. Aguardam horas, dias e meses em condições precárias para receber atenção. Muitas vezes os cuidados chegam tarde. A enfermidade se agravou ou a vida se foi.
É inaceitável. Na capital da República, que deveria ser modelo de vanguarda para as demais unidades da Federação, impera a negligência com a saúde e o bem-estar da população que recorre à rede pública para receber o tratamento a que tem direito e pelo qual paga com uma das maiores cargas tributárias do mundo sem a necessária contrapartida.

O drama que parecia ter atingido o ápice nos infortúnios diários, vê-se agora, ainda estava em evolução. É o que se deduz das cenas protagonizadas por personagens que precisam de medicamentos das farmácias de alto custo. Elas distribuem gratuitamente remédios muito caros, inacessíveis à maioria da população.

Via crucis espera o paciente. Embora sem condições físicas, ele passa a noite na fila em situação precária – sem banheiro, sem alimentos, sem ter onde descansar. As noites se multiplicam. As consequências, como frisava o conselheiro Acácio, vêm depois. Quadros se agravarão. Vidas serão perdidas. O governo precisa agir. Por que não remanejar servidores de outras áreas? Supervisionados, eles poderão multiplicar a distribuição de remédios a quem pagará a greve com a própria vida.