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Na receita médica, livros

Enquanto 96% dos brasileiros creditam que incentivar crianças de até 5 anos a gostar de ler importante, apenas 37% têm essa prática no seu cotidiano. Para mudar esse quadro, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou a campanha “Receite um livro”, que vai distribuir os pediatras de todo o País uma publicação com conteúdo baseado em evidências científicas sobre os impactos da leitura no aprendizado infantil.

A campanha é voltada para pequenos de 0 a 6 anos. A ideia é que os pediatras conversem com os pais e com s pequenos pacientes sobre a importância desse hábito para desenvolvimento. E que, também, distribuam livros financiados por duas fundações que abraçaram a causa: Maria Cecília Souto Vidigal e Itaú Social. Hoje, Dia do Livro, o Portal FolhaPE lança uma campanha para que os internautas compartilhem trechos ou imagens de seus livros prediletos nas redes sociais, usando as hashtags #folhaliteraria e #recomendeumlivro.

De acordo com a pediatra Ana Márcia Guimarães Alves, do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP, a primeira infância dos pequenos é fundamental para seu desenvolvimento. “É importante oferecer cuidado, afeto e estímulos o mais cedo possível à criança, até mesmo durante a gestação, para que ela possa desenvolver de forma plena habilidades e capacidades”, disse.

Ela ressaltou que, com a leitura, há um estímulo no aumento das conexões neurológicas, além da linguagem, que traz a criança para o mundo social, por meio da leitura. Ainda de acordo coma pediatra, a falta de comunicação, que inclui a leitura, é também uma das causas do atraso da fala de uma criança.

Com a campanha, os pediatras associados à SBP terão que separar um tempo específico para explicar aos pais sobre a importância da leitura. A auxiliar de enfermagem Maria José, 38, mãe de Diogo Barbosa, 2, procura contar histórias ao filho de maneira dinâmica, para que ele não se desconcentre.

“Tem alguns livros que ele gosta e sempre procuro ler de uma forma criativa para prender a atenção. Sei da importância que a leitura tem para o desenvolvimento dele”, disse. A pediatra de Diogo, Tarciana Mendonça, comemorou a campanha.

“Às vezes as crianças não atingem alguns marcos, não por déficit cerebral, mas por falta de estímulo. Trazer isso à consulta pediátrica é imprescindível. O paciente, além de precisar se vacinar e ter uma boa alimentação necessita ler”, defendeu. A microempresária Joana Dark, 33, incentiva Lorena, 5 meses, desde a gravidez. “Sempre li histórias bíblicas para ela. Sei que, no futuro, isso será um diferencial.”