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Planos de saúde terão que cobrir teste rápido de dengue em 2016

RIO DE JANEIRO (Folharess) – As operadoras de planos de saúde serão obrigadas cobrir o teste rápido para o vírus da dengue a partir de janeiro de 2016. O exame oferecido pelas empresas atualmente leva sete dias.

O resultado do teste rápido sai em até 4 horas. A medida é uma das 1 incluídas na lista de procedimentos que as operadoras são obrigadas a cobrir por determinação da Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS), divulgada ontem.

A reação é revisada a cada dois nos. Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde aponta que País já teve 693 mortes causadas pela dengue nos primeiros oito meses do ano. Os dados colocam 2015 como ano com maior número de óbitos provocados pela dengue desde 1990.

As operadoras também terão que cobrir antígeno NS1 do vírus da engue, exame de sangue que permite a detecção da engue hemorrágica nos primeiros cinco dias da doença. O exame de sangue para diagnóstico da febre chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, foi incluído na lista.

O número de casos dessa doença saltou de 3.657 para 12.170, aumento de mais de 200%, de 2014 para 2015. Outras novidades no rol são um implante cardiodesfibrilador, dispositivo que ajuda a evitar morte súbita em doentes cardíacos, e a enzalutamida, medicamento oral para tratamento do câncer de próstata.

A ANS também ampliou o uso de procedimentos já cobertos pelas operadoras. Grávidas e mulheres em amamentação terão direito a fazer 12 consultas em nutrição – atualmente são 6. “Isso faz parte da nossa campanha para estimular grávidas a fazerem parto normal.

Para isso, precisamos garantir que a mulher tenha gravidez mais saudável possível”, diz a gerente geral de regulação assistencial da ANS Raquel Lisboa.

MENSALIDADES

A ANS não descarta a possibilidade de haver aumente na mensalidade dos planos como resultado dessas inclusões. Se houver, ele acontecerá em maio de 2017, mês em que o valor da mensalidade é revisto a cada ano “Durante todo o ano de 2016 a equipe técnica fará acompanhamento das demandas. partir daí, quando chegarmos ao fim de 2016, vamos avaliar se terá impacto nas mensalidades que serão apresentadas em 2017.

O tamanho desse impacto varia – pode ser 0,5%, 1%, depende da utilização dos procedimentos e medica mentos”, disse o diretor-presidente da ANS, José Carlo Abrahão.