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14 já morreram por leishmaniose

Catorze pessoas morreram por leishmaniose em Pernambuco até setembro deste ano, mas o número pode ser maior, já que ainda há casos em investigação. Até agora, são três óbitos a mais que todo o ano de 2014, quando foram confirmados 11. As notificações da doença já somam 124 casos até setembro, contra 174 em todo o ano passado. A enfermidade é uma das prioridades dentro do programa Sanar de doenças negligenciadas, que também trabalha para frear o crescimento de tuberculose, hanseníase, esquistossomose, geo-helmintíases, filariose e Doença de Chagas. Ontem, o Governo Estadual anunciou uma verba de R$ 4 milhões para o fortalecimento de ações do programa e também contra a sífilis em 141 cidades.

O montante será destinado para dar suporte às atividades em 2016. Cada município vai receber os recursos destinados ao enfrentamento da doença em que é considerado prioritário. O coordenador do projeto Sanar no Estado, Alexandre Menezes, enfatizou que a leishmaniose visceral tem se apresentado como um dos grande desafios porque ainda há dificuldade no diagnóstico. “Muitas vezes, a gente tem caso que vem a óbito porque o diagnóstico é tardio ou não foi feito. Quando um paciente chega num estado grave, é mais difícil reverter a doença. Até agora, temos 14 mortes, mas é possível que fechemos o ano com mais óbitos”, avaliou.

Apesar do destaque para a leishmaniose, há preocupações também com a escalada da tuberculose e esquistossomose. Em 2014, foram 9,2 mil casos da doença e 394 mortes. Até setembro de 2015, foram 3,4 mil casos. Os dados de mortes não foram divulgados. Já em relação à esquistossomose, foram 9,3 mil doentes e 141 óbitos em 2014, ante 3,5 mil casos e 98 mortes, neste ano.