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Hospital da Mulher tem 2 interessados

CONTRATO Hospital do Câncer e Pró-Saúde, que não atua no Estado e tem denúncias de irregularidades, entraram na disputa para gerenciar a maior obra da gestão Geraldo

Mesmo sem data para serem escolhidas, duas organizações sociais (OS) apresentaram à Prefeitura do Recife pedido de qualificação para entrar na disputa pelo contrato de gerenciamento do Hospital da Mulher – maior obra prometida pelo prefeito Geraldo Julio (PSB) na campanha eleitoral. Estão na concorrência o Hospital do Câncer, que já administra duas UPAEs no Estado, e a Pró-Saúde (Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar). Esta última não tem histórico de atuação em Pernambuco, mas acumula denúncias de irregularidades em, pelo menos, seis estados do Brasil.

Habilitar as instituições é a primeira etapa do processo. No Diário Oficial do dia 5, o secretário de Saúde do Recife, Jailson de Barros, habilitou as duas instituições como OS, conforme antecipou a coluna Pinga-Fogo, deste JC. No páreo pela administração do Hospital da Mulher, a Pró-Saúde – instituição vinculada à Igreja Católica – gerencia hospitais em dez Estados e é alvo de investigação em seis deles.

Em Goiás, o Ministério Público de Contas pediu ao Tribunal de Contas a suspensão de repasses à entidade, que recebia por um hospital fechado. Em Uberaba (MG), a Procuradoria Geral notificou a organização por falhas na execução de serviços nas UPAs. Em Araucária (PR), o hospital municipal, gerenciado pela Pró-Saúde, ficou uma semana fechado, porque a OS deixou de fornecer medicamentos aos pacientes. Problemas na administração da Pró-Saúde também foram identificados em São Paulo, Tocantins, Acre e Espírito Santo.

Por meio de nota, a secretaria de Saúde do Recife informou que apenas o prefeito Geraldo Julio tem autonomia para qualificar as entidades como OS em saúde. Após a qualificação, acontece a escolha da empresa. “Nessa etapa, as empresas apresentam proposta de trabalho detalhada, a comissão técnica irá analisar e fazer o julgamento das propostas, para posteriormente indicar a vencedora”.

O conselheiro de Saúde Hermias Veloso, do Sindicato dos Farmacêuticos, é contrário às OSs e cobra atenção às resoluções do colegiado responsável pelo controle social. “Que concorrência é essa? Envolve quantas empresas? É preciso fazer edital público e comprovar a concorrência”, alertou o conselheiro.

A reportagem entrou em contato com a Pró-Saúde, mas não obteve retorno.