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Clínica Oftalmológica sob investigação da Delegacia do Consumidor

Três funcionários detidos e liberados admitiram realizar procedimentos oftalmológicos sem a presença de médicos especialistas

A Delegacia de Crimes Contra o Consumidor está investigando a possível prática de crimes contra a saúde pública e contra o consumidor no Centro Oftalmológico de Pernambuco (Cope), localizada na Avenida Conde da Boa Vista, Centro do Recife. Três funcionários da unidade foram detidos, na manhã desta terça, e admitiram, em depoimento, realizar procedimentos oftalmológicos sem a presença de médicos especialistas, embora não tenham formação na área de saúde. Eles vão responder a inquérito em liberdade.

A polícia recebeu uma denúncia anônima e constatou que funcionários da administração estavam fazendo exames numa sala com o nome consultório em cima da porta e vestidos com uma bata branca de técnico de saúde. O médico especialista só apareceria no final do atendimento para assinar o laudo. A Delegacia de Crimes Contra o Consumidor vai intimar os médicos e o proprietário da clínica para prestar depoimento e já acionou a Vigilância Sanitária para vistoriar o local. Dois pacientes já depuseram.

A clínica ficou de se posicionar sobre o assunto, mas não o fez até o momento.

FALSO MÉDICO

A Polícia Federal tomou depoimento do suspeito de exercer medicina ilegalmente no interior de Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Bruno Maurício Costa Mousinho, de 33 anos, se apresentou com o advogado (seu irmão, Diego Mousinho) e admitiu utilizar dois registros do Conselho Regional de Medicina (CRM) de médicos de Pernambuco e de Alagoas para atuar no Brasil. Um deles se chamaria Bruno, mas ele negou que fosse Bruno Tenório Gonçalves, 30, o profissional que o denunciou.

“Ele alegou ser formado em medicina na Bolívia e disse que não pegou o diploma porque preferia se formar no Brasil, mas não teria conseguido concluir o curso aqui por questão financeira”, explica o assessor de comunicação da PF, Giovani Santoro. No dia em que foi denunciado, Mousinho assinou 82 prontuários na Unidade Mista Maria Gaião Guerra, em Glória de Goitá. Ele já atuaria ilegalmente há dois anos, mas como não houve flagrante vai responder em liberdade. O inquérito será apurado pela Polícia Civil.