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Dobra o número de casos graves de catapora

O número de casos de agravamento de varicela, conhecida como catapora, no Recife dobrou no último ano. Em 2014, foram registrados quatro casos de complicações. Já em 2015, até agora, foram oito casos registrados e uma morte. Em 2014, nenhum óbito foi notificado. Apesar do cenário, tanto a secretaria municipal quanto estadual negam que haja um surto da doença.

Em 2014, foram notificados no Estado 38 casos de catapora e este ano, 13. A infectologista infantil do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), Ângela Rocha, destacou que a catapora não é uma doença tão simples como muitos acham e que as complicações podem acontecer, principalmente, em crianças.

Ontem, quatro pacientes com esse perfil estavam internados no HUOC, que é a referência para doenças infectocontagiosas. “A varicela grave acontece em casos que o paciente com baixa imunidade e acaba acontecendo uma infecção bacteriana associada. Alguns casos podem evoluir, inclusive, para a sepse, que é a infecção generalizada”, alertou. A infecção secundária acontece através dos exames, que são as bolhas que se formam na pele. Se não houve uma higienização e cuidado elas funcionam como porta de entrada de bactérias.

“A infecção da pele é percebida com a presença de pus. Pode gerar processo inflamatório e abscessos”, contou. Ângela Rocha destacou ainda que a vacina contra varicela está presente na tetra viral. A dose não garante 100% de proteção contra a doença, mas evita os casos de agravamento e morte. As crianças que estão internadas no HUOC, por exemplo, não tomaram a vacina. Esta proteção é uma das armaduras contra a catapora que é uma alta taxa de transitividade. O contágio se dá até por gotículas de saliva que ficam suspensas no ar. Os sintomas como febre, fadiga e as bolhas na pele aparecem entre 14 e 21 dias. O exame tem a demora até 10 dias para secar, fase em que a enfermidade perde o potencial de transmissão