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Secretários de Saúde do NE pedem apoio

Secretários de Saúde do Nordeste se reuniram, ontem, como Ministro da Saúde, em Salvador, Bahia, para pedirem ajuda no combate ao mosquito Aedes aegypti que, além da dengue, passou a ser o vetor de transmissão dos vírus da zika e chikungunya. Doenças que podem estar associadas a complicações neurológicas que podem levar a Síndrome de Guillain Barré e a microcefalia. O objetivo é construir uma estratégia mais agressiva de combate ao inseto e controle dos agravos. O representante do Governo Federal, ministro Marcelo Castro, afirmou que vêm tomando todas as medidas possíveis.

Os secretários de saúde também exigiram um maior envolvimento do Governo Federal com a integração das três esferas de gestão pública e participação efetiva da sociedade civil e propuseram envolver setores governamentais nesse enfrentamento. “Essa não é uma missão restrita à área da saúde, mas uma missão para governos, com a liderança de governadores, prefeitos e até da presidência”, pontuou o secretário executivo do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), Jurandi Frutuoso.

No documento entregue ao ministro, os secretários pedem que o Ministério reconheça o Aedes aegygypti como principal ameaça à saúde pública do País. “Precisamos de ações enérgicas e estratégia de combate inovadoras, além de uma estrutura de financiamento própria para combater o mosquito e a consequente transmissão das arboviroses e o controle de suas complicações”, destaca Fábio Vilas Boas, secretário da Bahia.

Para conseguirem combater o inseto no Nordeste, os secretários acreditam que é necessário colocar em campo setores governamentais, normalmente, alheios à situação, como Meio Ambiente, Infraestrutura, Desenvolvimento Urbano, Fazenda, Educação, Comunicação e Assistência Social. Também foi proposta a criação de um fundo nacional para que recursos sejam aplicados de forma exclusiva em ações de combate as arboviroses.

Na avaliação do secretário de Saúde de Pernambuco, José Iran Costa Júnior, “estamos diante de um momento, de uma gravidade, que merece uma ação decisiva. Os secretários de saúde estão criando um plano de ação para o combate conjunto da epidemia, que agora traz um componente novo, que é a introdução de novos vírus que podem estar causando a síndrome de Guillain-Barré e microcefalia”, afirmou.

O ministro Marcelo Castro, que decretou no último dia 11 situação de emergência em saúde pública no Brasil, o que não se fazia desde 1917, período cuja ameaça era a gripe espanhola, explicou aos secretários da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, que vêm tomando as medidas possíveis. “Convocamos 17 ministérios para auxiliar no combate ao vetor”, disse.