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Cremepe pode cassar registro do médico Cláudio Amaro

A conduta profissional do médico Cláudio Amaro Gomes, acusado de ser o mandante do assassinato do cirurgião torácico Artur Eugênio de Azevedo, começou a ser julgada ontem pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). A primeira audiência do Processo Ético Profissional durou cerca de cinco horas. Ao fim do julgamento administrativo, o médico pode ter o registro profissional cassado.

Uma sindicância foi aberta e concluída pelo Cremepe. O segundo passo da investigação é o Processo Ético Profissional. O órgão vai ouvir testemunhas sobre a conduta de Cláudio Amaro. Ontem, foram ouvidos a mulher de Artur Eugênio, a médica Carla Azevedo, e o acusado. O advogado da família da vítima, Daniel Lima, afirmou que a viúva contou na audiência o que ouvia do marido sobre os supostos esquemas de Cláudio Amaro. “Artur relatava, em casa, como era a conduta do chefe. Além disso, temos provas documentais e outras testemunhas”, disse. O médico é investigado por concorrência desleal, uso do cargo de chefia para impedir subordinados de agirem eticamente e exagero na gravidade dos diagnósticos.

Caso o Cremepe considere Amaro culpado, ele pode sofrer advertência confidencial; censura confidencial; censura pública; suspensão do exercício da profissão pelo período de até 30 dias e cassação do registro.

O advogado da defesa, Ives Mayal, pediu o arquivamento do processo. “Vejo tudo isso como uma armação de um grupo de médicos que quer me prejudicar. Cheguei ao topo da carreira e isso desperta inveja”, afirmou Cláudio Amaro ao deixar a audiência. Além de responder administrativamente ao Cremepe, o médico ainda responde criminalmente pela morte de Artur Eugênio, que foi assassinado em maio de 2014.