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Estado traça perfil de gestantes

Um estudo preliminar foi realizado em Pernambuco para tentar traçar um perfil das notificações no estado e apontar hipóteses sobre suas causas. A pesquisa organizada pelo Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) investigou 47 mães e bebês nascidos entre agosto e outubro deste ano, dos quais 85% tiveram microcefalia.

Entre as crianças diagnosticadas com a anomalia, dois dados preliminares apontam uma explicação sugestiva. Vinte e sete mães, ou seja, 68% do total, relataram ter tido exantemas (manchas vermelhas), uma das características do zika. Sete em cada 10 sintomatizaram no primeiro trimestres da gravidez. Outras 12 (30%) usaram medicamentos contínuos na gestação.

“Não temos como chegar a nenhuma conclusão neste momento. A maioria dos casos é de etiologia desconhecida, mas foi identificada a presença de sífilis, citomegalovírus e herpes vírus em alguns. Estamos no caminho certo ao investigar todas as possibilidades”, disse a secretária-executiva de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Luciana Albuquerque.

A pesquisa também mostrou que 15% das mães relataram doenças pré-existentes. A maioria dos bebês (60%), é menina e 86% nasceram no tempo previsto. Os hospitais que mais notificaram casos foram o Barão de Lucena, Agamenon Magalhães e Imip.