Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Dezessete ministérios discutirão estratégias

“Não são números que nos movem. São vidas. São dramas humanos”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro, em sua primeira visita a Pernambuco, depois da explosão da microcefalia no Estado. Segundo ele, o zika se tornou o inimigo número 1 no Brasil. O gestor da pasta federal acredita que, para vencer a doença transmitida pelo Aedes aegypti, é preciso a união de todas as forças. “Vínhamos combatendo o mosquito de forma branda. Agora, o jogo tem que mudar”, destacou.

Castro chamou atenção para o fato das finanças nacionais estarem no vermelho, o que deixa o desafio ainda mais difícil. No entanto, há a promessa de que na próxima semana os 17 ministérios que fazem parte da força-tarefa nacional voltem a discutir estratégias para conter a epidemia. Também haverá o lançamento de um aplicativo para rastrear os focos.

Também na próxima semana chegam dois especialistas do Centro de Controle de Doenças e Prevenção (CDC, em inglês), dos EUA, para investigar o zika vírus e as implicações dele na microcefalia e quadros neurológicos como a Síndrome Guillain-Barré (SGB). O chefe do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis (DEVIT) do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, comentou que sabe-se até agora da transmissão de zika pela picada do mosquito, mas que há relato na literatura sobre a possível transmissão sexual, transfusão sanguínea e amamentação. Entretanto, esses achados não foram conclusivos e estão sendo novamente investigados no Brasil.