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R$ 25 milhões para vencer o Aedes aegypti

Pernambuco investirá R$ 25 milhões no combate ao Aedes egypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. A verba do tesouro estadual foi anunciada ontem durante o lançamento do plano para frear proliferação do mosquito e, consequentemente, o avanço dos casos de microcefalia. Nesse montante, R$ 5 milhões serão para a eliminação do vetor e compra de equipamentos (material de campo, bombas costais, EPI), R$ 5 milhões para campanha de mídia R$ 15 milhões para restruturação de centros regionais de atenção às crianças com microcefalia. O anúncio aconteceu na cidade de Gravatá e reuniu mais de 150 prefeitos. Estiveram presentes também o ministro da Saúde, Marcelo Castro, da Integração Nacional, Gilberto Occhi e o secretário nacional de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior. Do governo Federal houve a promessa de ajuda do Exército. No entanto, apoio financeiro não foi definido.

O plano de contingência engloba quatro eixos: vigilância dos casos e controle do vetor; assistência ao paciente; comunicação social para ampla divulgação sobre as doenças; e estão integrada do plano, para monitoramento de todas as ações estaduais e municipais. Na assistência às mães e bebês, o secretário de Saúde do Estado, Iran Costa, comentou que além dos dez hospitais regionais envolvidos na rede de microcefalia, anunciados na última semana, foram somadas mais nove UPAS Especialidades (UPAes) distribuídas por todas as regiões.

Essas UPAes servirão de referência para os tratamentos de fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia. “Não vai faltar assistência em nosso Estado”, assegurou o governador Paulo Câmara. Investimentos também serão destinados ao Laboratório Estadual (Lacen). “Estamos estruturando o Lacen para ser referência para o zika em pesquisa e diagnóstico diante de toda a repercussão que ele trouxe para Pernambuco”, continuou o chefe do executivo estadual.

Existe o indicativo de que Pernambuco inicie o quanto antes a notificação do zika separado da dengue. “Essa é uma grande necessidade”, ressaltou a coordenadora do programa de Dengue, Claudenice Pontes. Segundo ela, um sistema informatizado está sendo concluído para isso. Em relação ao chamamento de homens do Exército para combater os focos do mosquito, o Governo pretende fazer o cálculo das necessidades nos próximos dias. A meta é suprir o déficit de 2,4 mil agentes de endemias e incrementar a força de trabalho.

O governador destacou que não faltará assistência às famílias pernambucanas que foram surpreendidas pela microcefalia. Câmara informou ainda que enviará ofício ao Governo Federal para que a liberação dos benefícios das mães de crianças diagnosticadas coma malformação congênita seja acelerada. “É importante que essas mães recebam esse aporte da União em um momento tão delicado como esse. O apoio a elas tem que ser encarado como prioridade por todos que têm responsabilidade com a gestão pública”, disse.

Até agora, já são 646 casos suspeitos da anomalia em bebês, desses 211 já confirmados. O Estado ocupa o 1º lugar nacional em número de suspeitas, com51,8% das ocorrências. No País, já são 1.248 casos em311 cidades de 14 estados. Pernambuco já decretou situação de emergência contra oAedes aegypti.

A expectativa é que haja para 2016 o remanejamento financeiro de outras pastas ministeriais para a Saúde. “Vamos trabalhar com bastante determinação. Quero pedir a todos que nos ajudem a combater o mosquito, para que isso seja uma página virada no nosso Estado”, disse o governador.