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Informação aos 8 meses de gravidez

Mãe de primeira viagem, a atendente de caixa Girlânia Maria da Silva, 29 anos, recebeu a notícia de que teria um filho com microcefalia no oitavo mês de gestação. Não ficou muito abalada porque já tinha deparado com uma perspectiva pior. Depois de ver uma ultrassom, um médico do Imip informou que o bebê era anencéfalo (sem encéfalo e caixa craniana) e sugeriu a interrupçao da gravidez. Um exame posterior desmentiu o diagnóstico. A criança tinha cérebro, sim, mas a cabeça era um pouco menor que o normal. Ontem, ela e a filha foram encaminhadas ao Hospital Oswaldo Cruz para participar de um estudo para traçar o perfil epidemiológico da anomalia que assola o Estado.

“Preferia ficar no Barão de Lucena, mais perto de casa, mas fui encaminhada para cá pelo neuro. Eu vim porque desejo colaborar com essa pesquisa e para ouvir o que eles têm a dizer sobre minha filha”, diz Girlânia, enquanto nina a pequena Emily, de dois meses. A bebê nasceu com perímetro cefálico de 31cm, três a menos do que é considerado normal. “Todos os exames indicaram que está tudo bem com ela, mas ninguém sabe do dia de amanhã”, comenta. Moradora da comunidade de Roda de Fogo, nos Torrões, Zona Oeste da capital, Girlânia vem sendo acompanhada por agentes do programa Mãe Coruja Recife.

O caso dela deve atrair a atenção dos médicos. Girlânia não teve qualquer infecção provocada pelo Aedes aegypti (dengue, zika ou chicungunha) na gravidez, ela e o pai do bebê não são parentes nem há caso de microcefalia na família do casal. “Minha gestação foi normal e tranquila do começo ao fim”, garantiu.