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Busca por repelente triplica a produção

SÃO PAULO – Com a epidemia de dengue e a explosão de casos de microcefalia relacionados ao vírus da zika, o laboratório fabricante do repelente considerado o mais efetivo no combate ao mosquito Aedes aegypti aumentou em 200% a produção, entre 2014 e 2015, e já prevê a necessidade de novo planejamento do processo de fabricação frente à ameaça de disseminação da zika para todos os Estados brasileiros.

“A alta na demanda já vem do início do ano por causa da epidemia de dengue. Chegamos a ter problemas no fornecimento. Com base nisso, refizemos nosso planejamento para produzir 200% a mais para este verão. Mas, desde a confirmação do Ministério da Saúde de que há relação entre zika e microcefalia, a demanda cresceu ainda mais e estamos aumentando a nossa produção”, conta o presidente do laboratório Osler no Brasil, Paulo Castejón Guerra Vieira, produtor do repelente Exposis.

Ele afirma que o laboratório já entrou em contato com os fornecedores para aumentar a produção e, apesar de casos pontuais de desabastecimento, não deverá haver esgotamento do item. “Montamos uma operação de guerra para continuar a oferecer o produto.” Segundo médicos, a marca é mais potente contra o mosquito por causa do princípio ativo, a icaridina, e da concentração dele no produto (25%). “É uma concentração mais alta do que os outros repelentes no mercado, e o princípio também é outro. Os mais populares são feitos com DEET”, diz o infectologista Celso Granato.

Para gestantes, são indicados repelentes à base da substância DEET. Elas podem usar aqueles que possuem de 10% a 50% desse princípio ativo. Já bebês com até 6 meses só devem usar mosquiteiros e roupas protetoras. Dos 6 meses aos 2 anos, repelentes devem ser usados com acompanhamento de um médico, capaz de indicar o produto adequado para cada faixa etária.