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Entulhos recolhidos em imóveis

Noventa e cinco por cento dos focos do Aedes aegypti estão nas residências, segundo a Secretaria de Saúde do Recife. Em muitos quintais, entulhos servem de criadouros do inseto. Os recifenses que quiserem descartar esse material contarão com mutirões da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). O órgão vai recolher os detritos nos locais onde há mais incidência do mosquito ou de pessoas infectadas com dengue. A ação começa hoje na Cohab, bairro campeão em número de casos da doença (2.781 notificações).

“A mobilização com Exército, igrejas e outras entidades é importante, mas pouco vai adiantar se as pessoas não ajudarem. É preciso fazer uma limpeza na casa, nos quintais, pelo menos uma vez por semana”, destaca o secretário municipal de Saúde, Jailson Correia.

Moradora do Córrego do Euclides, no Morro da Conceição, Zona Norte, a dona de casa Graciete Barros, 51 anos, sofre com o esquema de um dia com água e cinco sem. Por isso, armazena o líquido em tonéis e caixas d?água. “Meu quintal é limpo, mas tenho que juntar água. Tampo os recipientes, mas quem garante que outras pessoas fazem o mesmo?”, diz Graciete, temerosa que sua mãe, uma idosa de 82 anos, tenha dengue, zika ou chicungunha.

Na Avenida Vasco da Gama, bairro de mesmo nome, uma borracharia frequentemente descarta pneus velhos em uma das esquinas. O lixo nas ruas também pode contribuir para a proliferação do mosquito. “Não tem perigo de juntar água nos pneus porque todos os dias alguém recolhe”, garante o borracheiro Nilson Silva.