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Gêmeos foram sinal de alerta

Duas médicas perceberam que havia algo incomum porque uma das crianças nasceu com a doença e a outra não

Uma dona de casa de Custódia, no Sertão, deu à luz filhos gêmeos: um com microcefalia e outro não. Os meninos nasceram há cinco meses e o caso chamou a atenção da neuropediatra Vanessa Van Der Linden e da infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) Regina Coeli em julho. As médicas passaram a perceber a chegada de novos casos de recém-nascidos com perímetro cefálico menor e concluíram que o estado enfrentava uma situação incomum.

Segundo Regina, os meninos nasceram em um hospital privado e passaram a ser acompanhados no consultório de Vanessa. Diante da suspeita de microcefalia, foram encaminhados ao Huoc. “Um deles tinha 30 cm de perímetro cefálico e o outro apresentava tamanho normal. Todos os testes para infecções antes relacionadas à microcefalia deram negativo”, afirmou a médica.

Os gêmeos são bivitelinos (formados a partir de dois óvulos), ou seja, podem ter características diferentes. “O que chamou atenção é que, mesmo bivitelinos, recebiam o mesmo sangue, mas não tiveram históricos diferentes.” Um deles foi diagnosticado com microcefalia. O outro tem desenvolvido o cérebro como esperado, mas será acompanhado até um ano. Mensalmente, os irmãos vêm de Custódia ao Huoc, onde passam por avaliações e são acompanhados no consultório da neuropediatra.