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Leite era adulterado por empresas

Polícia Federal investiga contaminação do produto por três companhias que atuam na região Agreste

A Polícia Federal está investigando a contaminação de leite em três empresas produtoras na região Agreste do estado. A PF iniciou ontem a Operação Longa Vida, para desarticular um esquema de adulteração supostamente praticado em Pedra, Bom Conselho, São Bento do Una e Belo Jardim.

De acordo com as análises feitas pelo Setor Técnico e Científico da Polícia Federal, com o material denunciado, o leite produzido estaria sendo alterado com excesso de água, soda cáustica e ácido lático.

As investigações foram iniciadas em março deste ano, depois que o Ministério da Agricultura recebeu queixas de consumidores e denúncias administrativas alegando que os produtos estariam sendo adulterados, apontando mau cheiro e alteração na composição do leite.

A PF também investiga a possível participação de funcionários do ministério na facilitação do esquema e a possível contaminação de queijos e manteigas produzidos na região. A PF irá cumprir  quatro mandados de busca e apreensão nas empresas ligadas à produção de leite industrial, mas ninguém foi preso.

A polícia está aguardando o resultado da análise do material que foi recolhido na manhã de ontem na sede das empresas e que será confrontado com o leite cru recolhido entre os produtores da bacia leiteira que atendem as empresas envolvidas. Este material já foi analisado individualmente e não foi constatada nenhuma alteração.

Sigilo
Por decisão judicial, os nomes das três empresas envolvidas no esquema não podem ser divulgados. Caso se confirme a contaminação do leite, os responsáveis podem ser enquadrados por crime contra a saúde pública, previsto no artigo 272 do código penal, com pena de 4 a 8 anos. A operação também apura a possível corrupção de servidor público, crime previsto no artigo 317 do Código Penal e com penas que podem atingir até 12 de anos de prisão.