Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Imóveis fechados, fontes de focos

Dona de uma casa com piscina, a empresária Cristina Travaglia, 51 anos, sabe que o cuidado tem que ser permanente. Castigada pela doença em outras duas epidemias de dengue, ela sabe o sofrimento causado pelo Aedes e faz questão do esforço familiar. A piscina recebe cloro duas vezes por semana, recipientes com água parada não existem em casa e, sempre que pode, ela reforça o tema entre os vizinhos. “Moramos em um lugar que não tem esgoto nem asfalto. Tem muita água parada e imóvel fechado. Sabemos de vários que estão acumulando focos”, lamenta.

Esse é, sem dúvida, o grande vilão do município de Jaboatão dos Guararapes, ao lado das recusas. Em situação de emergência, decretada pela prefeitura, o município teve 7,1 mil casos notificados de dengue neste ano e outros sete de chikungunya. De acordo com o último LIRAa, pelo menos seis bairros apresentam situação de surto.

Em cada ciclo de 40 dias úteis, são visitadas 130 mil residências, em média, pelos agentes. Dessas, pelo menos 1 mil recusam a entrada dos agentes. Outros 65 mil estão fechados e, nos retornos dos profissionais, somente 400 estão abertos. Na semana passada, o município enviou à Câmara dos Vereadores um projeto de lei que permite o acesso ao imóveis de maneira forçada, em caso de recusa. Um plano de contingência será apresentado amanhã.

“Vamos ter uma atuação prioritária em 22 pontos identificados pela quantidade de imóveis fechados. A comunidade precisa participar mais na limpeza e recolhimento de entulhos”, afirmou o gerente de vigilância  Antônio Reldismar.