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Pílula do câncer pode ser acelerada

REMÉDIO Ministro da Saúde aprova a proposta de Alckmin (PSDB) de autorizar o uso da fosfoetanolamina sintética antes do fim dos testes clínicos da substância

FRANCA – O ministro da Saúde, Marcelo Castro, sinalizou ontem que apoia a proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de autorizar o uso da fosfoetanolamina sintética, conhecida como “pílula do câncer”, antes do fim dos testes clínicos da substância.

“Tivemos uma reunião com o governador e ele está defendendo que, após os ensaios de fase 1, a gente possa liberar essa droga como uso compassivo, ou seja, para pessoas que já tenham usado todas as drogas disponíveis e estejam em estado terminal, uma vez que, pelo estágio 1, ela já demonstrou ser uma droga segura. Acho que é um caminho que a gente pode seguir”, disse Castro.

O secretário estadual da Saúde, David Uip, afirmou que a fase 1 do estudo deverá durar seis meses e os detalhes do protocolo de pesquisa, que será coordenado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), serão apresentados na próxima semana.

PRISÃO

Na terça (8), suspeitos de venderem cápsulas de fosfoetanolamina sintética foram presos pela Polícia Civil no Distrito Federal.

Os envolvidos seriam de uma mesma família proveniente do interior de São Paulo. Os suspeitos estariam produzindo e comercializando a substância após furtarem cópia da fórmula na Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos (SP).

As cápsulas eram produzidas ilegalmente no interior paulista e cada frasco era comercializado por R$ 180. As entregas eram feitas via correio para todo o País e até para o exterior. Os suspeitos estariam faturando mensalmente mais de R$ 900 mil com a venda da substância.

Um químico de 50 anos seria o responsável por produzir as cápsulas, enquanto seu irmão coordenava os pedidos e o esquema de distribuição. Mais três familiares estariam envolvidos no crime e estão foragidos.