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Repelente na pele apenas 3 vezes ao dia

O uso exagerado de repelente pode causar reações alérgicas e intoxicação, alerta o dermatologista Emerson de Andrade Lima. O recomendado é que as aplicações não ultrapassem três vezes ao dia. De acordo com o médico, devem ser adotadas também medidas físicas, como o uso de roupas, mosquiteiros e telas de proteção. “É consenso entre os dermatologistas que não são só os repelentes que devem ser usados”, observou o profissional, preceptor da residência em dermatologia do Hospital de Santo Amaro, da Santa Casa de Misericórdia, no Recife.

A procura pelo produto cresceu nos últimos dias, depois do surgimento de casos de microcefalia associados ao zika vírus transmitido pelo Aedes aegypti, e já começa a faltar nas farmácias.

Segundo Lima, não há restrição sobre o uso de repelentes por grávidas. As recomendações são as mesmas para um adulto ou idoso. Já sobre as crianças, a indicação é outra: bebês menores de 6 meses não devem usar repelentes de qualquer tipo. “A pele da criança nessa idade é muito sensível e fina, e a maturidade imunológica ainda não é exata, então não é possível saber os riscos. O recomendado é utilizar medidas externas como mosquiteiros nos berços, telas nas janelas e repelentes eletrônicos nas tomadas”, ressalta o dermatologista.

Para crianças de 6 meses a 2 anos, produtos que contenham IR3535 na fórmula podem ser aplicados uma vez ao dia. Já dos 2 aos 7 anos, o IR3535 pode ser aplicado até duas vezes e, além dele, o composto icaridina (20-25%) pode entrar em ação. Além da icaridina e do IR3535, há o DEET (dimetil-beta-toluamida), de 6-9%, que também pode ser usado a partir dos 2 anos de idade. Acima dos 7 anos, as opções são as mesmas para adultos e idosos.

O Comando Militar do Leste (RJ) divulgou nota informando que o seu laboratório não tem condições de produzir repelente em larga escala. O Ministério da Saúde chegou a anunciar esta semana que faria uma parceria com o laboratório do Exército para distribuir o produto a gestantes. Agora, vai convocar fabricantes nacionais para negociar a produção extra, emergencial.