Pesquisar
Agendar Atendimento

Serviços

ver todos

Alerta para chicungunha

Médicos que trabalham nas emergências do Recife têm observado este mês um volume maior de pacientes com dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos – sintomas clássicos de chicungunha, cujo vírus teve circulação identificada no Brasil, pela primeira vez, em 2014. “Acreditamos que o cenário será o mesmo no mês de janeiro.

A maior preocupação é que, com esse provável pico de circulação do vírus, mais pessoas apresentem dor crônica e de difícil controle com os analgésicos habituais. Por isso, já existe uma mobilização para que seja adotado novo protocolo de controle da dor, um sinal que merece atenção porque prejudica muito a qualidade de vida”, diz o médico Carlos Brito, membro do Comitê Técnico de Arboviroses do Ministério da Saúde.

Ontem, durante o Fórum zika vírus: mitos e verdades, no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no Espinheiro, Zona Norte do Recife, ele chamou atenção para a necessidade de o Estado dar suporte contínuo aos pacientes com chicungunha, já que muitos relatam até dois meses de sintomas. “De 30% a 50% da população adoecem quando um vírus começa a circular. Metade desse percentual pode cronificar com dor por um período mínimo de dez dias. Em alguns casos, esse sintoma passa de 60 dias”, acrescenta o médico, alertando para a importância de ajustes na prescrição dos remédios que controlam manifestações da doença, como sofrimento, dificuldade para andar e impacto durante as atividades diárias.

“Em linhas gerais, diante da dor leve, o paciente pode continuar a usar analgésicos habituais, mas em horá- rios fixos. Com quadros de dores mais intensas, pode-se pensar em alternar analgésicos e em prescrever opioide (analgésico mais forte)”, acrescenta Carlos Brito. É importante frisar que qualquer remédio só deve ser usado com o aval dos médicos.

Ainda durante o fórum, a presidente da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), Helena Maria Carneiro Leão, ressaltou que os reumatologistas estão preocupados com o volume de pacientes nos consultórios que apresentam sintomas de chicungunha.

“Alguns apresentam dor articular severa, que prejudica a capacidade laboral.

A literatura mostra que, em países que passaram por epidemia, 49% dos casos de infecções pela doença se cronificam. E no idoso, a chicungunha pode ser ainda mais prejudicial”, frisa Helena.

Ontem a Celpe informou que os quase mil leituristas que trabalham na companhia vão se engajar na campanha contra o Aedes. São registradas 84 tipos de informações nas máquinas que fazem a leitura da conta de luz.

Agora a Celpe introduziu mais um tó- pico: a suspeita de foco do mosquito.

Quando os profissionais encontrarem, por exemplo, pneus que acumulam água, a informação será repassada à Secretaria Estadual de Saúde, que deverá tomar as medidas cabíveis.