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Recusa para abrir portas aos agentes se reduz

Os condomínios, sobretudo os localizados em bairros nobres do Recife, sempre foram um entrave ao trabalho dos agentes de saúde ambiental e controle de endemias. A média de recusa nas regiões sanitárias onde esses bairros estão inseridos costumava ser de 10% a 15%, mas desde o fim do ano passado, após a repercussão da associação entre o zika vírus e o surto de microcefalia, a Secretaria de Saúde da cidade vem identificando uma redução no número de portas fechadas em prédios de classe média e alta nas últimas visitas.

De acordo com a gerente do distrito sanitário 6, Maria Eugênia Nunes, composto por bairros como Boa Viagem, Imbiribeira e Pina, o apoio do Exército tem ajudado na mobilização. “Antigamente, os funcionários não costumavam permitir a entrada. Agora tem gente nos convidando, chamando para ir até o imóvel fazer a orientação e a inspeção das áreas comuns. Já chegamos a ter problemas com hotéis, o que não acontece mais. As pessoas parecem estar percebendo a necessidade de combater o mosquito”, explicou.

Do outro lado da cidade, na Zona Norte, o mesmo fenômeno também é percebido no Distrito Sanitário 3, responsável por bairros como Casa Forte, Graças, Espinheiro, Jaqueira e Aflitos. “Estamos praticamente zerados em relação às recusas, que começaram a diminuir desde novembro”, afirmou Vânia Freitas, gerente do distrito. Os agentes costumam verificar as áreas comuns dos edifícios e os apartamentos do primeiro andar. Ao encontrar foco, sobem aos andares superiores.