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Tratamento de talassêmicos está irregular há oito meses

Portadores de talassemia, que já sofrem com as sequelas da anemia hereditária e as frequentes transfusões de sangue, enfrentam em Pernambuco, há oito meses, a irregular distribuição de  medicamentos. Fernando Sabino, representante local da Associação Brasileira de Talassemia (ABRASTA) e paciente da Fundação Hemope, explica que estão em falta remédios que ajudam a reduzir o depósito de ferro no organismo, quelantes como deferasirox (Exjade) e deferiprone (Ferriprox).

O tratamento é vital, pois o acúmulo de ferro em níveis muitos altos levam à falência dos órgãos.  Queixa já foi levada ao Ministério Público Estadual. A promotora Ivana Botelho, da Saúde do MPPE, informa que um pedido de explicações seguiu  à Secretaria Estadual de Saúde, mas ainda não foi respondido. A secretaria alega que já está finalizado o processo de compra do  deferasirox. “Ao todo, estão sendo adquiridos mais de 19 mil cápsulas, um investimento de cerca de R$ 1,2 milhão. A expectativa é de que a Farmácia do Estado esteja abastecida em até 30 dias”, informou. No Hemope também há estoque reduzido dos medicamentos  ciclosporina e hidroxiureia, usados por portadores de anemia falciforme e leucemia. O problema é nacional, em razão da falta de matéria-prima importada, tornando difícil o atendimento da demanda de todo o País, explica a fundação.