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Multa de R$ 10 milhões por riscos e danos à saúde

Empresa Localfrio será penalizada por conta da emissão de gases tóxicos na atmosfera que prejudicou o Guarujá e outros municípios

Após o incêndio que atingiu o terminal de cargas da empresa Localfrio, no Porto de Santos, no Guarujá, o governo de São Paulo anunciou, ontem, que irá multar a companhia no valor de R$ 10 milhões, em função dos riscos e danos à saúde da população causados pela emissão de gases tóxicos na atmosfera.

Em nota, o governo estadual afirmou que a empresa será notificada pela Agência Ambiental de Santos da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). De acordo com o órgão, a fumaça tóxica atingiu moradores nos municípios de Guarujá, Santos, São Vicente e Cubatão – ao todo, foram registrados 175 atendimentos nos centros médicos da região ligados à emissão dos gases.
O incêndio teve início no dia 14 de janeiro, em função da ruptura de um contêiner contendo 20 toneladas de dicloroisocianurato de sódio dihidratado, o que permitiu a entrada de água das chuvas no reservatório, causando uma reação química que iniciou as chamas. O fogo, que atingiu 66 contêineres, foi contido pelo Corpo de Bombeiros após 50 horas.

No início da semana, uma moradora do distrito Vicente de Carvalho, no Guarujá, litoral sul de São Paulo, faleceu por ter inalado a fumaça gerada pelo vazamento de gás. A idosa, Leia Magalhães de Maria, 68 anos, foi internada no mesmo dia do acidente com problemas respiratórios, mas foi liberada e faleceu na segunda-feira passada. A fumaça atingiu quatro cidades:  Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá.

Outros danos
Também em São Paulo, estudo para detectar substâncias nocivas à saúde misturadas ao crack mostrou que 92% das amostras da droga recolhidas na capital paulista sofreram algum tipo de adulteração. Esse índice é mais alto que o de outros países, como os Estados Unidos (53,6%) e a Holanda (40,6%). Além dos danos causados pela droga em si, esses adulterantes podem levar ao câncer, à necrose, insuficiência renal crônica e ao comprometimento do sistema cardiovascular.

O crack é uma forma de apresentação da cocaína, que é usada em pedra e tem com principal malefício o desenvolvimento de problemas neurológicos nos usuários. Segundo os pesquisadores,a proporção de componentes químicos usados na diluição, no entanto, varia conforme a intenção do traficante de obter lucro.

“A cocaína consumida em São Paulo apresenta grande presença dessas substâncias, gerando efeitos colaterais e complicações ao organismo dos dependentes, já comprometido pelo uso de drogas”, disse o presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Ronaldo Laranjeira (Agência Estado e Agência Brasil)