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Mais cirurgias e menos tempo na fila de espera

A espera para realizar a cirurgia bariátrica no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, deve ficar menor este ano. Após uma reformulação no Programa de Gastroplastia, com incorporação de uma equipe multidisciplinar que acompanha os pacientes no pré e pós-operatório, a unidade conseguiu passar de 12 procedimentos em 2014 para 38 em 2015. Agora, a meta do hospital é fechar 2016 com a realização de 80 cirurgias.

“Organizamos a fila de espera, reformamos uma mesa cirúrgica antiga e compramos uma nova, adequada para o peso dos pacientes, e agregamos alguns profissionais para a equipe multidisciplinar. Tudo para acabar com alguns gargalos que existiam, a fim de melhorar a qualidade do serviço”, explica o chefe da cirurgia geral do HAM, Sérvio Fidney.

Além de três cirurgiões, o serviço de gastroplastia da unidade já contava com nutricionista e psicólogo que acompanhavam os pacientes. “Agregamos à equipe um assistente social, que faz a busca ativa dos pacientes, o serviço de cardiologia, que nos ajuda nas avaliações do pré-operatório e, a partir deste ano, vamos contar com o serviço de endocrinologia do hospital, que é importante no pré-operatório, acompanhando o paciente ao longo de dois anos, assim como no controle do pós-operatório”, diz o médico. Ele diz que a ideia é concentrar os pacientes com obesidade em um ambulatório, já que antes eles ficavam distribuídos por vários setores, o que dificultava o acompanhamento.

OTIMIZAÇÃO

O serviço de anestesia da unidade também tem ajudado o programa de gastroplastia da unidade a otimizar o trabalho. “Agregar o núcleo de anestesia vem nos ajudando a triar os pacientes que têm maior risco cirúrgico”, ressalta o diretor.

A otimização dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também foi um diferencial na reformulação do programa. Um leito é exclusivo para pós-operatório de cirurgias programadas e com alto grau de complexidade. “Adequamos a sala de recuperação para o pós-operatório dos pacientes, reservando, com a indicação do serviço de anestesia, a UTI para casos mais complexos”, explica.

Também faz parte do novo programa encontros com os pacientes e a equipe multidiscplinar. Nas reuniões, que acontecem a cada dois meses, orientações sobre nutrição, atividade física e troca de experiências entre os que já fizeram a cirurgia e os que ainda aguardam. Atualmente, 170 pessoas esperam na fila do HAM para realizar a cirurgia bariátrica.