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EUA pedem abstinência

MIAMI e SÃO PAULO – As autoridades sanitárias dos Estados Unidos pediram, ontem, o uso de preservativos ou a abstinência sexual às pessoas que vivem ou tenham viajado recentemente para regiões nas quais está presente o vírus do zika, que se propagou pela América Latina.

As novas recomendações emitidas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) são especialmente dirigidas a mulheres grávidas e seus companheiros, já que o zika foi ligado a malformações nos bebês.

ESTUDO

No Brasil, um estudo inédito envolvendo 3 mil grávidas já começou a ser desenvolvido para detalhar a relação entre o zika e a microcefalia em bebês. Elas serão submetidas, mensalmente – e até a hora do parto -, a um exame de sangue que detecta anticorpos do vírus tanto na mãe quanto no bebê, dando evidências de que o feto foi infectado durante a gestação.

O diferencial da pesquisa, capitaneada pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP), é examinar não só gestantes que já apresentem sinais de infecção por zika vírus – febre, dor nas articulações e músculos, manchas vermelhas na pele e conjuntivite -, mas também as assintomáticas. “Até agora, o que se tem feito é pesquisar somente aquelas que apresentam sintomas de infecção pelo zika e aquelas que geraram bebês com microcefalia”, diz o professor Benedito Antônio Lopes Fonseca.