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Energia nuclear para combater mosquito

A Fiocruz e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão testando o uso de energia nuclear no combate ao Aedes aegypti. Os pesquisadores soltaram mosquitos esterilizados com radiação gama na Vila da Praia Conceição, em Fernando de Noronha. Caso o experimento seja um sucesso, é esperada a diminuição da densidade populacional do Aedes.

Os mosquitos esterilizados vão competir com os selvagens no acasalamento. Ao vencerem essa disputa, os bichos passam espermatozoides inviáveis às fêmeas, que só costumam ficar disponíveis para o acasalamento uma vez na vida.

Os bichos são produzidos em massa no insetário da Fiocruz de Pernambuco. Ainda na fase da pupa, a última antes da fase adulta, são esterilizados. O teste em campo utiliza uma sub-população da própria ilha, que já está adaptada às condições do local. Em experimento realizado no laboratório, houve redução de 70% da viabilidade dos ovos.

A Vila da Praia Conceição foi escolhida por causa das características geográficas de isolamento que favorecem o estudo. Além disso, existe ampla base de dados, gerada pelo sistema de monitoramento do vetor que já está consolidado na região, realizado pela Fiocruz e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

A etapa atual da pesquisa está centrada na liberação dos mosquitos em quatro pontos diferentes da localidade. De dezembro até a primeira quinzena deste mês foram feitas nove liberações, cada uma com três mil machos estéreis. No final de fevereiro, serão avaliadas a fecundidade (quantidade de ovos colocados) e a fertilidade (viabilidade dos ovos).