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Guillain-Barré: mais casos no NE

Em 2015, ano que o País começou a vivenciar a epidemia e zika, os casos da Síndrome Guillain-Barré (SGB) tiveram um salto em atendimentos ambulatoriais em cerca de 20%. Foram 12,8mil registros amais entre 2014/2015.

No levantamento divulgado ontem pela Organização Mundial de Saúde, Brasil tem registrado cinco casos por dia de pacientes om a síndrome. E os estados nordestinos estão entre os de maior incidência. Alagoas lidera ranking com aumento de 16,7% nos registros, seguido e Pernambuco (260%), Bahia 196,1%) e Rio Grande do Norte 108%).

“A incidência da síndrome é de 1 a 3 casos por 100 mil habitantes a cada ano. Isso quando se consideram todas as causas. Esse aumento informado por dia supera as expectativas epidemiológicas. É muito preocupante”, alertou a neurologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Carolina Cunha.

Em Pernambuco, os casos passaram de 15 (2014), para 55 (2015). Apesar de ser uma doença que pode ser desencadeada por outros agentes infecciosos e bactérias, sua ocorrência pós zika já foi comprovada em pacientes pernambucanos estudados no Hospital da Restauração: quatro pessoas com SGB tiveram amostras positiva para o vírus. A síndrome é autoimune, atinge o sistema nervoso central e pode levar à morte.

Segundo a chefe do departamento de Neurologia do HR, Lúcia Brito, em 2015, nove pacientes morreram em decorrência da síndrome no Estado. A médica foi a responsável por uma pesquisa que contabilizou 150 pacientes com sintomas de problemas neurológicos pós-virose. Após revisão, confirmou os 55.

“Paralisia da face, nos membros, déficit motor são alguns sinais de alerta. A pessoa também pode ficar com sensação de desconexão ou até ter mudanças de humor. Todos esses sintomas pós-virose precisam ser investigados rápido”, alertou a neurologista. Quanto mais cedo o paciente chegar ao serviço e for diagnosticado, melhores são as chances de cura.

OUTRAS DOENÇAS

A síndrome de Guillain-Barré não é a única doença autoimune pós-virose transmitida pelo Aedes aegipty. A neurologista Lúcia Brito confirmou em janeiro passado um caso de miosite, complicação neurológica que tem sintomas parecidos com a SGB, mas que provoca uma infecção muscular aguda, após febre chikungunya. Natural de Pesqueira, no Agreste, a paciente, índia Danielle Marques, 17 anos, morreu no HR.

Orientações para familiares de bebês

Relatos de mães.

Orientações de profissionais e saúde. Hoje, responsáveis por bebês com microcefalia lesões cerebrais poderão participar de curso gratuito obre as patologias na sede da ONG Cervac, no Morro da Conceição, Zona Norte.

O vento, que já era realizado ela instituição todos os semestres, desde 2006, ganha força no momento atual, quando o Estado já tem mais de 1,5 mil crianças notificadas como microcéfalas.

O curso é dividido em módulos. Neles, as patologias e as lesões serão explicadas, assim como os estímulos necessários para as crianças e bebês. Uma mãe contará sua experiência em transformar os conselhos dos profissionais no cotidiano da casa.

Conceição Silva, 40, avó de Kauã, 1 ano, já fez o curso uma vez e aprendeu como estimulá-lo em casa. Mas vai participar novamente. Quer se atualizar em relação ao tratamento do neto. “Eles ensinam a estimular em casa. Kauã melhorou muito”, afirmou.