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Guillain-Barré pode ter matado homem

EPIDEMIA Paciente de 57 anos faleceu na última sexta-feira em Ribeirão Preto (SP) com suspeita de síndrome associada ao zika. Ele foi diagnosticado com o vírus há 21 dias

SOROCABA – Um homem de 57 anos morreu, na sexta-feira (19), com suspeita de ser portador da síndrome de Guillain-Barré, associada ao zika vírus, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. De acordo com familiares, ele havia sido diagnosticado com o vírus há 21 dias e estava internado na Santa Casa da cidade.

O hospital confirmou o óbito, mas informou que o médico que atendeu o paciente está viajando. Ao retornar, nesta segunda-feira (22), se for o caso, ele notificará a suspeita da doença ao sistema de saúde. Até então, Ribeirão Preto não havia registrado casos suspeitos da síndrome.

Em Presidente Prudente, um pedreiro de 65 anos, internado desde o dia 7 de fevereiro, para tratamento de dengue, apresentou sintomas da síndrome de Guillain-Barré. Segundo os familiares, parte do corpo teve paralisia e ele foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional. Na semana passada, a doença já havia sido diagnosticada num rapaz de 29 anos. Os casos são tratados como suspeitos.

Em Taubaté, no Vale do Paraíba, um homem de 46 anos está internado na UTI do Hospital Regional com a síndrome de Guillain-Barré. Foram feitos exames para verificar se há relação com o zika vírus, mas os resultados ainda não ficaram prontos.

A síndrome é caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina, membrana que envolve os nervos. Por isso, os sintomas são formigamento, fraqueza muscular e perda de movimentos. No ano passado, surgiu a suspeita de que o zika vírus pode desencadear a síndrome.

BALANÇO

As Forças Armadas encontraram 64,2 mil focos de Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chicungunha nos mais de 781,8 mil imóveis visitados em todo o País, segundo um balanço publicado na última sexta-feira pelo Ministério da Defesa. Esses pontos que foram eliminados representam 8,2% do total de locais inspecionados.

O número de checagens feitas pelo Exército, a Marinha e a Força Aérea Brasileira levam em conta apenas os imóveis comerciais e residenciais em que os militares conseguiram entrar. Se todas as portas estivessem abertas, a quantidade aumentaria para 951,8 mil, mas 16,1% estavam fechados.

Os dados compreendem um período de quatro dias, intervalo que as Forças Armadas participaram junto com agentes de saúde em 290 municípios de todos os Estados do Brasil. Ao todo, 55.394 militares participaram das ações que também contaram com a aplicação de larvicidas.

Em São Paulo, as mulheres e homens das Forças Armadas estiveram em 59,7 mil imóveis e localizaram focos do inseto em 22% deles. Um dos locais que mais preocupam é a cidade de Guarulhos, na Região Metropolitana. No município, as equipes da Aeronáutica encontraram quatro pontos de reprodução do mosquito em cada casa inspecionada.

Para se proteger do mosquito, grávidas e seus familiares, assustados com a possível ligação entre o vírus zika e os casos de microcefalia, estão adotando telas mosquiteiras, cujas vendas tiveram um boom do ano passado para cá. Neonatologista e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Nelson Douglas Ejzenbaum diz que a tela pode ajudar a evitar as picadas, mas que outros cuidados devem ser tomados. “As pessoas também precisam manter a casa limpa, sem água parada nem lixo.”