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Controle rígido da água que abastece as clínicas

Apenas duas clínicas de hemodiálise de Pernambuco usam água de superfície, em Salgueiro e em Petrolina. Todas as demais são abastecidas por poços artesianos e, nos dois casos, além do controle sanitário, o sistema de filtragem da água, por osmose reversa, evita que toxinas, como as liberadas por cianobactérias, entrem em contato com o sangue do paciente.

Jaime Brito, gerente-geral da Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa), informa que, mensalmente, as clínicas são visitadas e feitas análises bacteriológicas e de pesquisa de cianobactérias. “Foi uma medida dura, mas com resultado muito bom, não tivemos nenhum problema até hoje, de cianobactéria ou de outra contaminação microbiológica”, afirma.

Maria Julita Formiga, especialista em Gestão da Qualidade da Companhia de Saneamento de Pernambuco (Compesa), explica que a pesquisa de cianobactérias nos mananciais é feita semanalmente quando são encontradas mais de 20 mil células por mililitro d?água ou a cada mês quando a densidade é 50% menor. “As florações são mais intensas no verão. Todos os 230 mananciais são monitorados e elas são encontradas na Barragem do Carpina, Tapacurá e Jucazinho, mas em níveis aceitáveis”, explica. Testes mais específicos para identificar a presença de toxinas também são feitos quando há um aumento das cianobactérias. Todas as análises são realizadas no próprio laboratório da Compesa. Se o teor ultrapassar o limite permitido, a companhia suspende o uso da água da fonte contaminada enquanto é feita a remoção do material.